Castelo de Paiva: Dezenas de pessoas juntaram-se em desfolhada para ajudar a construir Lar de Idosos

Castelo de Paiva: Dezenas de pessoas juntaram-se em desfolhada para ajudar a construir Lar de Idosos

A direção da Associação Social Cultural e Recreativa de Nojões tem um sonho: dar resposta às necessidades dos idosos da região, em especial de Castelo de Paiva e da freguesia de Real, com a construção de um lar de idosos.

Há 10 anos que andam a lutar por angariar dinheiro para conseguirem concretizar este objetivo e, para tal, promovem diversas atividades. Este domingo, dia 6 de outubro, realizou-me uma mais dessas. Desta vez com um almoço, seguido de uma desfolhada e muito bailarico.

O projeto já está na parte final do licenciamento e vai rondar um milhão e 250 mil euros, e terá uma capacidade para cerca de 30 utentes. A associação já possui o terreno para construir o edifício no centro de Nojões. “A câmara também estabeleceu um protocolo para a cedência das instalações de uma parte da escola de Nojões”, local que acolheu a iniciativa, disse António Pereira, principal responsável da Associação Social Cultural e Recreativa de Nojões. No que respeita a apoios da Segurança Social, a associação vai agora avançar com uma candidatura.

A população tem-se unido à associação e isso viu-se pela mais de 50 pessoas que estiveram no almoço. “Muitos são amigos, familiares, gente conhecida, que vem de todo o lado, desde Santa Maria da Feira, de Lamas, do Porto, São João da Madeira, para estarem aqui, neste convívio, mas sobretudo para nos ajudar”, explicou António Pereira.

Nem todas ficaram para a desfolhada mas as que se agarraram à espiga de milho garantiram a animação. Cantaram em voz alta, brincaram uns com os outros, enquanto desfolhavam. Depois de dois baldes cheios de espigas, não faltaram os pares que dançaram mas alguns não abdicaram da espiga de milho. “Esta é uma forma de mantermos vivas as nossas tradições e a desfolhada é uma delas. A espiga roxa foi bem procurada, quem a encontrou nunca mais a vai largar”, disse o presidente. E assim foi, nem para dançar a espiga foi pousada.

“Temos que ajudar estas causas. Somos cada vez mais uma população idosa, e todos vamos para velhos, por isso, nada melhor do que passar um domingo a comer, desfolhar, cantar em voz alta e ainda ajudar esta causa”, disse Maria Santos, que se juntou à festa.  Para aguentar o bailarico, provou-se o vinho novo e comeu-se doces da região.

Os interessados em contribuir para este projeto podem fazê-lo através de donativos, e podem conferir as contas e a legalidade da associação no seu site. Uma forma ainda mais simples é virem aos próximos eventos da associação. Dia 3 de novembro há o tradicional magusto e, até ao natal, decorrerá ainda o cozido à portuguesa, garantiu o presidente, que espera ver em breve as primeiras paredes do lar erguerem-se.

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