Associação Portuguesa de Deficientes de Paredes procura apoios para continuar a competir no campeonato nacional

Associação Portuguesa de Deficientes de Paredes procura apoios para continuar a competir no campeonato nacional

Está prestes a arrancar o Campeonato Nacional de Basquetebol em Cadeira de Rodas, com a jornada a inaugural a ser disputada a 19 de outubro.

Entre as equipas inscritas na competição, a expetativa de ver a bola a rolar é, naturalmente, grande. Porém, apesar de ter a inscriçao efetuada, há uma formação que teme não poder entrar na contenda. Trata-se da Associação Portuguesa de Deficientes de Paredes (APDP), cujo projeto de desporto adaptado necessita de apoio de empresas e sociedade civil para que lhe seja dada continuidade.

“Precisamos da ajuda da comunidade e do setor empresarial do concelho para que, dentro das suas possibilidades, possam dar o seu contributo à manutenção desta equipa”, começa por referir Adão Barbosa, presidente da associação. Mesmo estando ciente de que a “conjuntura financeira possa não ser sempre favorável a grandes apoios”, o dirigente sublinha que “Paredes vai ter de dar o seu sinal de que quer ter desporto adaptado de elite nacional no concelho”.

E não restam dúvidas de que a APDP se insere no lote de clubes de elite no que ao desporto adaptado em Portugal diz respeito, visto que, desde a sua criação em 2007/2008, tem vindo a participar sistematicamente nas provas oficiais nacionais de basquetebol em cadeira de rodas. A equipa, que treina e joga em Paredes, conta com atletas oriundos um pouco de toda a região do Tâmega e Sousa, sendo que alguns deles são mesmo internacionais pela Seleção Nacional de Basquetebol em Cadeira de Rodas.

Adão Barbosa garante que tudo fará para que a equipa possa continuar a competir ao mais alto nível, mas os elevados custos decorrentes da modalidade não facilitam a tarefa. “Não é fácil, temos muitas despesas:  treinador, refeições, equipamentos, material, … Costumamos dizer que as sapatilhas destes atletas  – que são as cadeiras de rodas – são muito caras”, explicou.

Outras das principais despesas do clube têm que ver com o transporte dos atletas – “as carrinhas, os impostos de circulação” e o facto de, por disputar o campeonato nacional, a equipa ter de fazer “deslocações para todo o país”. Por isso mesmo, enquanto o apoio externo não aparece, o presidente tem como plano “fazer umas rifas” de modo a “obter algumas verbas”“Temos de dar ao pedal”, afirmou determinado.

No entanto, por muitas ações que a associação organize para angariar fundos, o financiamento de entidades externas é indispensável para garantir a participação no campeonato. De modo a atingir esse objetivo, Adão Barbosa tem procurado “sensibilizar a sociedade civil e autarquias, mas não é fácil. Temos mecenas que nos têm ajudado e vivemos disso, mas não podem ser sempre os mesmos. Sem isso, corremos o risco de fechar portas”, receou.

Apesar das dificuldades e do aproximar do início do campeonato, o presidente mantém-se confiante num desfecho positivo para a sua causa: “Acreditamos que, mesmo com apoios singelos e nada exorbitantes, conseguiremos perfeitamente levar este barco a bom porto e manter a APDP entre os melhores do país”.

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