Há quem venha de Faro para participar em convívio do Moto Clube Paivense

Há quem venha de Faro para participar em convívio do Moto Clube Paivense

Foram cerca de 700 pessoas que vieram, nas suas motas, até Castelo de Paiva. Umas, eram de bem perto, de zonas do concelho, que se juntaram na sede do Moto Clube Paivense. Outras, vieram bem de longe, só para participarem neste convívio motard, que visa assinalar o 22.º aniversário do clube.

Há vários anos que a população tem o primeiro sábado de outubro marcado no calendário como o dia em que comer o churrasco, as castanhas e provar o vinho novo em terras paivenses é quase que obrigatório. Mas parece que as castanhas disponíveis neste convívio foram poucas. Quem o diz é o presidente do Moto Clube Paivense, Nuno Monteiro, que afirmou que “foi difícil arranjar castanhas para hoje, e foram poucas para tanta gente, mas lá deram para adoçar a boca”. Mais fácil foi o vinho novo, já que vários foram os produtores locais que apanharam as uvas no passado fim de semana. “Esta ementa já é tradição, as pessoas já não perdoam, temos de nos esforçar, dá muito trabalho mas no final compensa”, frisou contente, ao ouvir o som das motas a prepararem-se para arrancarem para o passeio pela região.

Houve quem viesse de Faro a Castelo de Paiva só para não faltar a este convívio. Fizeram mais de 600 quilómetros sobre rodas, mais de cinco horas de caminho, para estarem aqui, este sábado. Foi o caso de membros do clube de Moncarapacho que já têm esta data marcada no seu calendário.

Outros vieram de mais perto, pelas comida, pelos amigos que fizeram, e até para ver esses colegas de Faro que já costumam estar por terras paivenses neste dia. É o caso dos três amigos, que vieram de Marco de Canaveses, e garantiram que vão ficar “até a música acabar, o que significa que será até o sol deixar de brilhar”. 

São cada vez mais as mulheres nestes encontros motards, e quem o diz é a Ana, que veio com o seu marido da Maia até Castelo de Paiva. Apaixonou-se pelas motas porque o amor da sua vida andava a percorrer o país sobre duas rodas desde os 18 anos. Juntou-se a ele. Agora, juntos, conhecem locais que nunca imaginaram conhecer. “Estou a atravessar um período difícil da minha vida. Estou doente. Mas isto faz-me bem. Estes convívios são o melhor que temos”, disse, com a emoção espelhada nos olhos. O marido chegou ontem do país onde está emigrado. A seguir ao almoço, meteram-se na mota, e vieram até Castelo de Paiva, pelo terceiro ano consecutivo. “Não íamos perder isto nem por nada, até porque adoramos o vinho novo, as castanhas, e as gentes que aqui encontramos”, afirmaram.

Pai e filho da família Mota vieram na sua mota, com mais quatro amigos atrás, de Santa Maria da Feira até aqui. Foi a primeira vez que vieram, “porque um amigo faz parte do Moto Clube Paivense e endereçou o convite”. Souberam das paisagens do concelho, da fama do bom vinho, e então decidiram vir experimentar. O elemento mais novo é André Mota, e já gosta de andar com o seu pai que, há três meses – depois de regressar da vida de emigrante – decidiu investir na sua “menina”. Dizem que as motas são as suas “amantes” e que lhes garantem bons momentos, entre amigos, família, e locais nunca antes visitados.

Vinho foi coisa que também não faltou na Quinta de Gafanhão, em Real, onde houve tempo para parar os motores das motas e fazer uma prova de vinhos. Seguiram o passeio pela região e foram até à zona de lazer do Choupal, em Pedorido. Não faltaram as Selfies tiradas com a praia de fundo e de capacete na mão, assim como os elogios a este local. “Este ano optamos por fazer este percurso para dar a conhecer a requalificação que houve neste espaço. Nunca tínhamos feito”, disse o presidente do Moto Clube Paivense.

No final do dia, vai haver música e ainda um jantar, até porque “o que mais importa é o convívio”. 

 

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