Especialistas estiveram em Resende a apresentar soluções inovadoras para regiões termais

Especialistas estiveram em Resende a apresentar soluções inovadoras para regiões termais

A Faculdade de Medicina da Universidade do Porto é uma das parceiras do programa InnovaSPA – Interreg Europe, que prevê a cooperação inter-regional para a implementação de novas políticas para as regiões termais. Este projeto, que tem também a CIM do Tâmega e Sousa como parceira, junta cerca de quatro dezenas de especialistas de oito países.

O principal objetivo é criar condições para lançar no mercado soluções inovadoras no âmbito das políticas de gestão das estâncias. A troca de experiências é uma das vantagens do programa que teve o seu início em 2018 e que estará concluído em novembro de 2022.

Na passada quarta-feira, dia 25 de setembro, vários especialistas juntaram-se nas Termas de Caldas de Aregos, em Resende. Pedro Augusto, professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, em entrevista ao jornal A VERDADE, explicou que o aparecimento da faculdade no projeto aconteceu“pelo facto de termos um curso de hidrologia médica, que é o único em Portugal para formar médicos diretores clínicos de termas e também pela oportunidade de representar a região Norte no sentido da sua integração nas regiões termais da Europa”. 

No caso concreto das Termas de Caldas de Aregos, Pedro Augusto reconheceu o subaproveitamento da estância e referiu que “em boa hora a câmara de Resende decidiu aproveitar tudo o que tem ali, em termos de espaço, e dinamizando o tratamento termal no sentido preventivo”.

Segundo o professor universitário, “esta prevenção é cada vez mais importante e é necessário implementar uma mudança de mentalidade”. Por um lado, é preciso “deixar de se pensar que os tratamentos termais são só para idosos, porque a prevenção deve começar cedo e, por outro, alterar a ideia de que termas é igual a spa, e spa é local exclusivamente para diversão”, alerta. 

Para este responsável, há todo um processo que tem a ver com os espaços termais e que tende a fazer com que as termas “deixem de ser apenas um espaço para tratamentos termais e que comecem a ter também uma vertente de bem estar para começarem a atrair pessoal mais jovem. O futuro passa muito pelo marketing e divulgação das vertentes e dos benefícios destas estâncias termais, e isso deve chegar às pessoas de todas as idades”, acrescentou. 

Quanto ao desenvolvimento do projeto, Pedro Augusto explicou que vem aí a fase mais importante que é a implementação no terreno de um Plano de Ação. Esse, revelou, vai ser o momento de uma “intervenção a sério da Faculdade de Medicina e dos seus parceiros junto das estâncias da região Norte, tentando mudar políticas para que melhorem as suas condições para  prevenção em saúde”. 

Pedro Augusto disse ainda que o caso do novo projeto para o edifício das Termas de Caldas de Aregos, pode ser tido como “um excelente exemplo” para aqueles que ainda não seguiram esse caminho e mantêm edifícios pouco funcionais. Por vezes, “uma remodelação é suficiente para duplicar ou triplicar o número de clientes. concluiu.  

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