Amarante: Humanização dos cuidados de saúde hospitalares discutiu-se em evento promovido pelo CHTS

Amarante: Humanização dos cuidados de saúde hospitalares discutiu-se em evento promovido pelo CHTS

Realizou-se na passada sexta-feira, dia 20 de setembro, o “Humanize Healthcare”, seminário dedicado à humanização dos cuidados de saúde hospitalares organizado pelo Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS). O evento, que pretendeu de igual modo assinalar os 40 anos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e os 12 anos da constituição do CHTS, teve lugar no Centro Pastoral de Amarante.

Isabel Santos, presidente da Comissão de Democracia Direitos Humanos e Questões Humanitárias da Assembleia Parlamentar da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa, foi uma das convidadas centrais do certame, tendo ficado a seu cargo ministrar a conferência “Dos direitos da pessoa ao direito do cuidado: uma questão de Direitos Humanos”.

Para além desta, realizaram-se as seguintes conferências: “Humanização: uma transformação cultural e organizativa”; “Estratégias de Humanização para uma aproximação da Gestão de Cuidados”; “Dos direitos da pessoa ao direito do cuidado”; “Humanização: desde a arquitetura até à engenharia”; “A inovação na relação com as pessoas e a importância da sua participação efetiva”; “Transformação, Liderança e Cultura”; e “Cuidar e Humanizar: Relações e significados”.

Mas não só de conferências se compôs o programa do “Humanize Healthcare”. Ao longo do dia, decorreram dois workshops (um dedicado ao Yoga do Riso e outro sobre Meditação Terapêutica com Taças Tibetanas), um concurso de fotografia e um concurso de ideias, que premiou o projeto “Quedas em ambiente hospitalar – a segurança do doente em cadeira/cadeirão”, de Elisabete Pereira. Nota ainda para o momento musical com Chico Gouveia, único músico que tem discografia editada com viola amarantina.

A viola amarantina foi, aliás, a ponte utilizada por José Luís Gaspar, presidente da Câmara de Amarante, para se pronunciar sobre a importância da humanização dos cuidados de saúde: “Tal como esta viola que sem os corações, é apenas uma viola, quando olhamos para o coração, estamos a ser humanos. É isto que nos faz esquecer a vida apressada, sempre a correr, e dar uma palavra amiga ou um abraço”, referiu durante a respetiva intervenção.

Por sua vez, Carlos Alberto, presidente do Conselho de Administração do CHTS, alertou para a necessidade de “continuar com uma consciência mais alargada para a humanização em prol da enorme população que servimos. A maior parte das coisas, fazemos bem, mas é preciso manter os níveis de exigência”, salientou.

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