Penafiel celebrou 40 anos de Serviço Nacional de Saúde com reflexões sobre Centro Hospitalar Tâmega e Sousa

Penafiel celebrou 40 anos de Serviço Nacional de Saúde com reflexões sobre Centro Hospitalar Tâmega e Sousa

Celebrar 40 anos do Serviço nacional de Saúde simboliza “uma das maiores conquistas do 25 de abril de 1974”. Esta é uma afirmação que passou um pouco por todos os discursos de quem presidiu ao evento celebrado na tarde desta quinta-feira, no Museu Municipal de Penafiel, no aniversário do Sistema Nacional de Saúde.

A Câmara Municipal de Penafiel e o Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS) dinamizaram uma conferência com a participação de diversas entidades e especialistas da área da saúde para marcar a data. “Houve uma grande revolução na saúde nos últimos anos. A prova disso é o indicador da Mortalidade Infantil, que diminuiu drasticamente nos últimos anos, ou o síndrome do HIV”, constatou o presidente do Conselho da Administração do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, Carlos Alberto.

Em Penafiel, em particular,  Carlos Alberto constatou que o SNS acarretou também mudanças, e que a mesmas foram visíveis no “número de médicos, enfermeiros, as especialidades novas que chegaram”. O presidente acredita que o caminho do SNS é ascendente e que todos os que dele beneficiam também. “Na região Norte temos uma cobertura de quase 100% de médicos de família, há uma mudança enorme no paradigma dos anos anteriores”, ressalvou.

Ainda assim, as dificuldades que o sistema atravessa não foram esquecidas nesta conferência. Carlos Alberto fez questão de mencionar algumas delas, alertando para o facto de, com uma “área de cobertura grande e uma população cada vez mais envelhecida, ainda há um longo caminho a fazer”.

Ainda assim, o diretor do serviço de urgência, Filipe Serralva, frisou que em época de aniversario do SNS, “é altura de falar-se do que de bom o serviço trouxe para a população e o que de bem se faz na saúde”. Deu como exemplo o serviço de urgência que dirige, com aposta num “diretor a tempo inteiro, com uma estratégia de redefinição dos fluxos, 5% da população portuguesa recorre ao CHTS, distribuídos por quatro distritos e 12 concelhos”.

José Ribeiro, enfermeiro diretor do CHTS, afirmou que todos os sistemas requerem evolução – e que essa tem sido visível nestes 40 anos – mas agora a evolução veio com a Lei de Base da Saúde, publicada a 4 deste mês, que veio “criar novas condições para que a continuidade da mudança seja uma realidade”. O CHTS não foge desta necessidade evolutiva, adaptando aos novos tempos e áquilo que é a oferta dos cuidados de saúde.

Quem não faltou ao evento foi o presidente da câmara municipal de Penafiel, Antonino de Sousa, que frisou que o aniversário do Serviço Nacional de Saúde “é uma data que deve ser devidamente assinalada”. Penafiel não deixou passar a data em claro. Foi também objetivo “fazer lembrar às novas gerações do percurso do SNS, que fez com que, entre muitas outras coisas, a esperança média de vida passasse 71 anos para 81 anos, e a tuberculose tenha reduzido de forma drástica e, sobretudo, que todos tivessem direito a cuidar da sua saúde”. 

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