Marco de Canaveses: Ministro da Educação vê EPAMAC como “porto seguro” para a agricultura e desenvolvimento rural

O arranque oficial do ano letivo 2019/2020 em Marco de Canaveses contou este ano com a presença de várias entidades do Governo. Entre elas, nesta manhã de terça-feira, esteve o Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, que visitou a EPAMAC, Escola Profissional De Agricultura De Marco De Canaveses.

Esta escola foi escolhida para albergar o arranque oficial por ser “pública, e uma referência no concelho e fora dele, sendo que Marco de Canaveses faz parte dos 0,5 municípios que tem uma escola agrícola, o que se torna uma mais valia”, disse a presidente de câmara, Cristina Vieira.

Para o diretor da EPAMAC, Pedro Martins, o regresso às aulas “não poderia ter começado melhor”, ou não tivesse tido uma cerimónia com a presença do Ministro da Educação, assim como a Secretária de Estado Adjunta e da Educação, Alexandra Leitão, o Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Rebelo, o diretor-geral da Educação, José Vítor Pedroso, e a diretora-geral da Administração Escolar, Susana Lopes.

A EPAMAC foi descrita por Tiago Brandão Rodrigues como “um porto seguro para a agricultura e para o desenvolvimento rural da região”. O comentário foi tecido depois de ser brindado, a par das demais entidades, por uma visita guiada por um aluno da EPAMAC, que decidiu prosseguir os seus estudos. Prepara-se agora para ingressar no ensino superior.

“Este é um caso mas tem-se tornado cada vez mais comum. Saíram daqui vários alunos que hoje são engenheiros, professores, enólogos, entre outros, e que enchem de orgulho a escola, mas há muitos outros que são colocados diretamente no mercado de trabalho”, frisou o diretor da EPAMAC.

O ministro garantiu que o ensino profissional “de excelência está garantido com estabelecimentos de ensino como o visitado esta terça-feira”. A falta de mão de obra qualificada em alguns setores é uma realidade na região, “e no país, e o ensino profissional pode e tem vindo de facto a ajudar a colocar no mercado pessoas qualificadas”.

No entanto, o ministro da educação não esqueceu que há “um défice de qualificações no país, precisamos de aumentar as qualificações e as técnicas, e o ensino profissional dá a oportunidade de os alunos começarem logo a trabalhar mas também podem ir estudar, como vimos aqui hoje”, disse Tiago Brandão Rodrigues.

Estabelecer um “diálogo muito estreito com o setor empresarial” é o caminho a seguir, garantiu o governante, assim como com o mundo académico, “de modo a entender aquilo que a indústria precisa para podermos preparar os cursos”.

Cristina Vieira concordou com o ministro e garantiu também que, não só o ensino profissional está a ser alvo de aposta por parte do município, como também o regular. “O Marco é a primeira cidade educadora do Baixo Tâmega, fez várias obras nas escolas, incluiu salas do futuro, equipamento de robótica”, disse, entre outros investimentos, mas a autarca afirmou que a situação do ensino no Marco ainda não está como pretendido pelo atual executivo.

O plano social de transportes está fechado, a par do plano de ação social escolar, que este ano conta com mais beneficiários, “estamos todos acertados para que este arranque de ano letivo seja tranquilo para toda a comunidade educativa”.

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