Bagagem pelo Mundo: Pedro Pinto deixou Portugal por amor

Bagagem pelo Mundo: Pedro Pinto deixou Portugal por amor

Pedro Pinto tem 33 anos, e é natural de Alpendorada, Várzea e Torrão, no concelho de Marco de Canaveses e,  na sua bagagem, tem a passagem por diversos países da União Europeia.

Tinha apenas 18 anos quando decidiu emigrar pela primeira vez. Foi para a Alemanha e de lá seguiu para Espanha. No entanto, anos mais tarde decidiu regressar a Portugal e à sua terra Natal, onde conheceu aquela que viria a ser a sua esposa, Isabel Silva.

Enfermeira de profissão, a jovem trabalhou dois anos em Portugal a recibos verdes mas decidiu enviar currículos para França. “Mandou um ou dois currículos e chamaram-na logo”, disse Pedro Pinto.

O jovem casal fez as malas e entrou nesta aventura em conjunto. Isabel Silva ia viver o seu sonho e trabalhar na área para a qual estudou e Pedro Pinto acompanhou-a, apesar de não ter trabalho. “Não tinha nada garantido, mas fui com ela. Não me arrependo. Acabei por conseguir encontrar emprego”, explicou.

Dois anos mais tarde, e depois de duas visitas à Suíça, o casal decidiu que estava na hora de “enfrentar novas marés”. A enfermeira voltou a enviar currículos, desta vez para um lar de idosos, acabando por ser selecionada. “Quando emigrei sempre tive a ideia da Suíça. Quando a chamaram, eu fui com ela. Novamente sem trabalho”, brincou Pedro Pinto.

O emprego “foi fácil de encontrar”, estando neste momento a trabalhar numa fábrica de pinças medicinais. “Quem quer trabalhar, consegue arranjar”, sublinhou.

A família de Pedro Pinto já aumentou. Francisco tem agora um ano e cinco meses e veio “alegrar o dia” da família. “Fazemos questão de o trazer a Portugal diversas vezes. O aniversário dele vai ser sempre celebrado aqui, em Alpendorada, junto da família”, apontou.

Depois do pequeno Francisco nascer, Isabel Silva foi promovida, estando neste momento como enfermeira-chefe do hospital onde trabalha. “Acredito que cá em Portugal, nem aos 50 anos a minha esposa conseguia atingir este patamar”, apontou Pedro Pinto.

Quando questionado relativamente aos “prós e aos contras” da vida de emigrante, o jovem e Alpendorada, Várzea e Torrão garante que a parte boa “é que se ganha um pouco mais de poder de compra”, no entanto afirma que a “qualidade de vida” é em Portugal. “Lá não vamos jogar um futebol com amigos, nem vamos lanchar a um café ou beber um copo. Sentimos muita falta disso. Essas pequenas coisas fazem toda a diferença”, confessou.

Com mais “cinco ou seis anos” pela frente, o jovem casal tem como objetivo o regresso a Portugal. “Temos ideia de voltar antes do nosso miúdo entrar para a primeira classe. Se a vida correr bem, o nosso objetivo é regressar”, concluiu.

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