Miguel Leal (Marco de Canaveses) e Rafa Sousa (Paredes) revelam ambições do Penafiel para o campeonato

Miguel Leal (Marco de Canaveses) e Rafa Sousa (Paredes) revelam ambições do Penafiel para o campeonato

Volvidas três jornadas da Segunda Liga 2019/20, o Penafiel segue na vice-liderança da tabela, com três pontos. Até então, a formação duriense soma duas vitórias – frente ao Cova da Piedade e ao Casa Pia – e uma derrota, sofrida em casa diante do Ac. Viseu.

Em declarações ao canal oficial do clube, o treinador Miguel Leal recusou-se a embandeirar em arco perante os resultados alcançados, olhando para as hipóteses de garantir a subida de divisão com cautela: “o Penafiel enquadra-se no grupo a seguir a sete ou oito equipas, está na primeira linha a seguir”.

Porém, a experiência passada no Penafiel (regressou aos ‘rubro-negros’ cinco anos depois de ter garantido a promoção à Primeira Liga) permite-lhe encarar a subida como uma possibilidade alcançável: “Costumo dizer que nós estamos do meio da carruagem para trás – mas isso é o ponto de partida. A Segunda Liga é uma prova de regularidade. Se conseguirmos pontuar em cada jornada, no fim, seremos felizes”, comentou.

Ao final da tarde deste domingo, dia 1 de setembro, Miguel Leal tem pela frente a deslocação ao terreno do Chaves, que diz tratar-se de “um dos candidatos claros”, com “matéria-prima e um treinador experiente” para almejar à subida.

Ainda assim, o técnico marcoense recusa-se em atirar a toalha ao chão, já que o estatuto de candidato no segundo escalão não é garantia de superioridade clara sobre os adversários: “Na Segunda Liga, não há candidatos claros: pode não ter uma qualidade de jogo superior, mas em termos de competitividade e de equilíbrio, isso existe sempre e qualquer jogo”.

Por isso mesmo, Miguel Leal espera “um jogo muito difícil, contra uma excelente equipa”, mas que cabe aos seus jogadores fazerem um “jogo para ganhar”. Se tal não for possível, há que procurar o empate, que passa a ser o “novo desafio”.

Na fileiras do Penafiel encontra-se Rafa Sousa, jogador natural de Paredes e um dos capitães do plantel. No mesmo vídeo divulgado nas redes sociais, o médio-defensivo não tem dúvidas de que o clube que representou ao longo de mais de uma dezena de temporadas se trata de “um histórico da Segunda Liga”.

Apesar de, à semelhança do treinador, se recusar a assumir a candidatura à subida de divisão, Rafa Sousa ambiciona melhorar a classificação da temporada transata, em que a equipa terminou no oitavo posto: “Lutamos sempre pelo topo da tabela e o objetivo deste ano passa por isso: fazermos idêntico ou melhor que no ano passado”. É precisamente por ter a noção de que “há candidatos muito fortes para a subida, com outros orçamentos”, que o paredense afirma que os jogadores têm de “ser realistas” relativamente à meta proposta.

A propósito do próximo adversário, o Chaves, Rafa Sousa descreve como sendo um “candidato assumido, com um plantel fortíssimo. Por jogar em sua casa, mais forte ainda fica”, considerou, pelo que diz ter pela frente um “jogo muito difícil”. No entanto, o médio vai a Chaves com a intenção de “trazer os três pontos” e, “se não der, pelo menos, trazer um ponto”.

De referir que na jornada anterior, na vitória caseira por 3-0 frente ao Cova da Piedade, o Penafiel atingiu a marca histórica de 1000 golos na Segunda Liga. O responsável pelo remate certeiro que ditou o feito foi o lateral Inácio, que, de livre direto, abriu o ativo da partida.

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