Manuais escolares rasurados e rasgados estão a ser entregues a alunos. Pais da região estão revoltados

Ontem, tinha tudo para ser um dia bom para a filha de Inês Rocha. Foi com a mãe ao Agrupamento de escolas de Castelo de Paiva para levantar os manuais escolares. Sabia que não iam ter o cheiro a novo, mas esperava ver os livros em bom estado para poder perceber o conteúdo programático do próximo ano letivo que está quase a arrancar.

Quando chegaram a casa, mãe e filha abriram os manuais e foram surpreendidas: páginas rasgadas, folhas escritas, com o resultado dos exercícios. O desânimo da criança foi “automático”, disse a mãe, que surpreendida tentou consolar a filha e juntas apagarem o rasurado – das páginas possíveis – que acompanha os “novos” livros – que afinal são usados e “estão em mau estado” – para que possam servir para o próximo ano letivo.

“Foi este o estado dos manuais que entregaram aos pais e alunos quando começou o ano? Será que os pai e alunos não viam o estado deles? será que era pedir muito para terem mais atenção com os manuais, já que eles seriam para passarem para novos alunos? ninguém viu isso?” questionou Inês Rocha, natural de Castelo de Paiva, indignada com a situação.

Denunciou o caso nas redes sociais, pois afirma que no ano anterior teve “o cuidado de entregar os livros em bom estado para que pudessem ser novamente utilizados por outros alunos” mas percebeu que nem todos os pais e filhos têm cuidado com o material que lhes é entregue. Ao fazê-lo, percebeu que não era caso isolado. Outros pais queixaram-se do mau estado dos manuais levantados que vão servir de base ao estudo dos seus filhos.

Ana Moreira também foi buscar os manuais para o seu filho. Quando os abriu viu exercícios corrigidos a caneta vermelha, exercícios de pintura realizados, e folhas rasgadas. “É uma vergonha para o Mistério da Educação”, referiu Ana Moreira revoltada com a situação.

“No estado em que estes manuais se encontram digam-me onde é que os nossos filhos vão aprender já que o trabalho está feito e muitos deles a caneta”, frisou Inês Rocha.

Os encarregados de educação estão preocupados com a situação. Muitos dizem não ter “condições financeiras para comprar livros novos, prova disso é a atribuição de escalão”, mas mostram-se preocupados com a aprendizagem dos educandos.

Recorde-se que, por lei, quem não entregar no final de cada ano letivo os manuais, ou os entregar em mau estado, é obrigado a pagar o respetivo valor do manual.

2 comentários

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2 Comentários

  • Manuel Freitas
    28 Agosto, 2019, 10:50

    É muito triste ser pobre; principalmente em Portugal; até as possíveis ajudas para pos filhos estudarem são dempre da pior qulidade e ate sem possibilidade de serem reutilizadas, é o caso dos livros escolares qeu estão aser distribuidos aos novos alunos ou do ano seguinte, já vem prenchidos; sujos, com falta de folhas e rasgados, com este acto pretendeu este Governo actual fazer-se passar por um grande protector dos mais pobres deste pais, mas depois de algumas experiências, é fácil constatar que não passaram de meras promessas eleitorais para caçar o voto aos que sempre apoiaram este PS, acabam de ver que afinal mais não passaou disso mesmo, masi uma das petas do senhor Costa que tudo faz para ter o poder, masmo que seja criar falsas esperabças aos que o apoiam. mais uma das suas manobras mentirosas. Manuel Freitas

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