Viagens na nossa terra: 10 locais a visitar em Paredes

Viagens na nossa terra: 10 locais a visitar em Paredes
Fotografia: Portugal de Norte a Sul

Neste roteiro pelos locais a visitar na região do Tâmega e Sousa, já vários foram os municípios percorridos. De Amarante, a Resende, passando por Castelo de Paiva, Lousada, Marco de Canaveses, Cinfães e Baião.

Mas ainda há muito para descobrir. Por Paredes, 10 locais a visitar não chegam para mostrar a oferta que o concelho tem. Geograficamente delimitado de Paços de Ferreira e Lousada a norte, Penafiel a este, Gondomar a sul e Valongo a oeste. É o 27.º maior concelho de Portugal, entre os 308 que constituem o território nacional, e o 10.º com população mais jovem.

Mas por Paredes há tanto para ver, capaz de agradar a todas as idades. Confira:

1. Aqueduto e Tanques de Cimo de Vila

Classificado como Imóvel de Interesse Municipal está o Aqueduto de Cimo de Vila, em Vila Cova de Carros. É popularmente conhecido como “Calões” e enquadra-se num tipo de arquitetura de água cujas características e dimensões são únicas no concelho.

Pela sua estrutura, sabe-se que foi construído no primeiro quartel do século XIX. Possui uma caleira escavada em grandes blocos de granito, colocados horizontalmente e assentes em pilares verticais, percorrendo uma distância de cerca de 500 metros, conduzindo a água de duas minas até aos tanques, junto do núcleo habitacional.

GPS: 41°12’45.24″N / 8°22’5.84″W

2. “Canhão” da Senhora do Salto

Todos os concelhos têm lendas e Paredes esconde as suas. Este é o local cuja lenda remete para um cavaleiro que terá saltado e caído com o cavalo.

Mas há um outro lado da história deste local: o da geologia. Está inserido numa região constituída por um conjunto de rochas, as mais antigas da Península Ibérica, que integram o Maciço Ibérico. Localmente, predominam as rochas pré-câmbricas e paleozoicas, com predomínio de rochas xistentas e quartzíticas, fortemente deformadas e fraturadas.

“Aqui o Rio Sousa atravessa as rochas quartzíticas que devido à sua dureza e resistência à erosão formam um vale bastante apertado e profundo com vertentes verticais. Nos troços de rochas xistentas, de características mais brandas, o vale é aberto formando-se meandros e depósitos aluvionares.
Neste local a presença de rápidos, a sequência de pequenas curvas e ainda as vertentes perfeitamente verticais conjugam-se para oferecer uma paisagem de rara beleza”, pode ler-se no site do município.

Gps: 41º7′ 41.891″N / 8º26’1.357″W

3. Castro do Muro de Vandoma

 

A Serra do Muro de Vandoma fica situada a 519 metros de altitude. Tem condições naturais de defesa e um domínio visual de grande alcance. Há vestígios arqueológicos que apontam para uma ocupação desde o Bronze Final até à Idade Média.

Há uma muralha com cerca de quatro metros de largura e 3.927 metros de perímetro, num circuito contínuo mas irregular. Na envolvente próxima foi recolhida uma ponta de lança de bronze. Na Idade Média terá existido um mosteiro, no início pertencente ao padroado régio, depois submetido à Regra de santo Agostinho e posteriormente à Ordem Premonstratense.

GPS: 41°11’50.48″N / 8°23’31.96″W

4. Complexo Mineiro das Banjas

Em Paredes, mais precisamente na margem direita da ribeira de Santa Comba, surge um conjunto de ruínas relacionadas com a gestão e tratamento do minério, designadamente, instalações dos escritórios, residências, fornos e tanques de lavagem cujo auge de laboração terá sido nas primeiras décadas do século XX.

GPS: 41º05’52.26”N / 8º23’04.31”W

5. Moinhos hidráulicos

Nas margens de vários cursos de águas, formam-se os moinhos hidráulicos. Em Paredes há a Casa do Moinho que se divide em dois pisos, com poucas aberturas, uma porta e um postigo sendo que este se encontra geralmente orientado para o curso de água.

GPS: 41º13’46.70”N / 8º24’53.80”W

6. Marmitas de Gigante

As “marmitas de gigante” encontram-se nas margens do rio Sousa e Ferreira. Possuem um grande diâmetro e profundidade. Estas depressões circulares ou elípticas escavadas na rocha resultam da erosão provocada por movimentos giratórios de areias e seixos, desencadeados pela ação da água, que irá aprofundar, alargar e arredondar as concavidades, ao mesmo tempo que vai tornando essas areias e seixos esféricos.

7. Mamoa de Brandião

Este é um registo fúnebre que remete ao pré-histórico. A Mamoa de Brandião fica situada na freguesia de Aguiar de Sousa e serviu como marco de limite de propriedade e de denominação local nas Inquirições de 1258 e no Tombo da Mesa Abacial do Mosteiro de Paço de Sousa de 1651.

GPS: 41° 5’29.73″N / 8°25’47.15″W

8. Ponte de Cepeda

A Ponte da Cepeda fica sobre o rio Sousa. Foi construída por um arco de volta perfeita, de aduelas em num cantaria estreitas e alongadas que se dispõem em alinhamentos regulares e bem esquadriados.

Pensa-se que o banco que está na margem esquerda encaixado entre as guardas poderá corresponder ao lugar do cobrador de portagens. Segundo a documentação recolhida, a ponte será romana mas terá sofrido uma reconstrução no início do século XV.  No século XVIII é mencionada como uma referência importante, associada à via que vinha da cidade do Porto para Trás-os-Montes, assim como para transpor o rio Sousa.

GPS: 41°12’33.58″N / 8°19’6.76″W

9. Rochas Paleozoicas e as Serras

Desde os primórdios do conhecimento humano que as rochas ajudam a contar e a eternizar a história da terra e do Homem. Por Paredes, o mesmo acontece. Por aqui há rochas com registos fósseis datados do Paleozoico e ainda com mineralizações de ouro exploradas pelos romanos – “Anticlinal de Valongo”.

“As formações geológicas que aqui ocorrem, com exceção de alguns terraços fluviais e aluviões de rio, são da Era Paleozoica ou até mais antigas, testemunhando um intervalo de cerca de 120 milhões de anos da história geológica do planeta, com idades que variam do Pré-câmbrico ou do Câmbrico ao Silúrico”, pode ler-se no site da câmara municipal sobre este facto.

As rochas contam que Paredes outrora esteve coberta de mar, onde se depositaram os sedimentos que deram origem aos quartzitos, identificados na paisagem pela imponência das serras, e aos xistos ardosíferos, também conhecidos por ardósias. Permitiu também descobrir-se que há cerca de 350 milhões de anos ocorreu então uma colisão entre continentes que deu origem a uma grande dobra, que se estende atualmente entre Esposende e Castro Daire, e que localmente corresponde às serras que formam as cristas do Anticlinal de Valongo e marcam a paisagem no sul do concelho de Paredes – no flanco ocidental: serras do Castiçal e Flores; flanco oriental: serras de Pias, Santa Iria e Banjas. Resultado deste evento são ainda pequenas dobras e fraturas que encontramos a uma escala local.

10. Palacete da Granja

O “Palacete da Granja” pertenceu a Joaquim Bernardo Mendes, português regressado do Brasil, que, à sua chegada, recebeu o título de Visconde de Paredes.

Tendo em conta o tempo que passou no Brasil, o palacete possui ornamentos com características brasileiras, entre as quais se destacam uma balaustrada que integra o frontão triangular, acentuando a linha do telhado, as fachadas revestidas de azulejos de alto-relevo de cor amarela e branca, provenientes da fábrica de Massarelos, grandes portas e janelas.

Foi neste palacete que el-rei D. Carlos foi recebido em Junho de 1895.

No início dos anos 90, do século XX, a Câmara Municipal de Paredes, consciente das características peculiares do “ Palacete da Granja”, através de um protocolo assinado com a Irmandade da Misericórdia de Paredes, procedeu à sua recuperação e posterior dinamização como Casa da Cultura.

Postos estes 10 locais a visitar em Paredes, nada melhor do que marcar na agenda uma visita e descobrir o que de melhor este concelho tem para oferecer. Nem só de praias se fazem férias e passeios e este município é exemplo disso.

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