Publicidade

banner-baiao-festas-700x259

Setor da Pedra utiliza cada vez mais o Porto de Leixões 

Setor da Pedra utiliza cada vez mais o Porto de Leixões 

De janeiro a maio de 2019, o Porto de Leixões expediu mais de 117 mil toneladas de pedra, um valor que reflete um aumento significativo face às quase 124 mil toneladas enviadas através deste porto no ano de 2018. 

Os dados foram divulgados agora pela Administração dos Portos Leixões e Viana do Castelo (APDL) e estão integrados no balanço do primeiro semestre de 2019 do Porto de Leixões, que registou um movimento de 9,5 milhões de toneladas neste período. 

Este aumento vem no seguimento de uma preferência pelo transporte marítimo em detrimento do transporte terrestre, conforme apurou o Jornal A VERDADE junto de alguns empresários do setor, com empresas sediadas em Marco de Canaveses. 

Dos vários comentários recolhidos, os empresários são unânimes em considerar o transporte marítimo mais barato, mas lamentam que as acessibilidades ao Porto de Leixões ainda não estejam melhoradas. 

“É notável a importância que o Porto de Leixões tem na exportação dos granitos”, começou por afirmar Helder Pereira, da empresa Granidera. Mesmo sem a “tão prometida via IC35, o Porto de Leixões é uma referência no aumento das exportações de granito, pela capacidade de carga dos navios que aí atracam”, indicou. 

O responsável desta empresa de Sande e São Lourenço do Douro destaca ainda “os grandes esforços financeiros que as empresas têm para fazer frente ao fator ‘distância’, mantendo em operação centros logísticos próximos do Porto de Leixões”. 

Para Helder Pereira, tendo em conta que a Pedra foi um dos produtos que pesaram no aumento das exportações em Leixões, “seria uma boa oportunidade para estes reduzirem os custos com as operações de exportação (estiva), pois assim iriam contribuir para a competitividade das nossas empresas com o resto do mundo”. 

Também a empresa Granitos Irmãos Peixoto usa cada vez mais o Porto de Leixões para a exportação de granito, “sobretudo nas vendas para Inglaterra”. 

“Cada vez mais usamos esta porta de saída de mercadoria, pois torna-se mais barato que o transporte rodoviário, tornando assim as nossas empresas mais competitivas”, indicou Rui Peixoto, gerente desta empresa com sede em Alpendorada, Várzea e Torrão. 

No entanto, alerta também que “não é fácil chegar ao litoral” a partir do sul do concelho de Marco de Canaveses. “Não temos as melhores acessibilidades. Acredito que com uma melhor via de acesso a uma auto-estrada, independentemente de se chamar IC35 ou outra coisa qualquer, ajudava bastante no aumento do tráfego para o Porto de Leixões”, destacou o também diretor da ANIET – Associação Nacional de Indústrias Extractivas e de Transformação. 

“A via marítima é a mais viável e mais barata que utilizamos”, destaca o empresário Agostinho Couto, da empresa Granitos do Norte. 

O único problema, segundo o gerente desta empresa sediada em Bem Viver, “é que nem sempre os portos dos países para onde exportamos são próximos do destino final e, nesses casos, optamos pela via terrestre”. 

Para este empresário, trabalhar com o Porto de Leixões é muito fácil por um lado, “pois a logística é muito boa e os seus recursos muito profissionais”, mas por outro é difícil, pois as ligações “são péssimas”. 

Agostinho Couto destaca que o tempo de viagem entre o Marco e o Porto de Leixões “é demorado e as condições de viagem não são as melhores”, utilizando vias nacionais já de si congestionadas. 

Para este empresário, “é urgente concluir o IC35”, permitindo um melhor acesso “aos cerca de 50 camiões que todos os dias se deslocam em direção ao litoral”, concluiu. 

Leixões movimenta 9,5 milhões de toneladas de mercadoria nos primeiros seis meses 

De acordo com a APDL, as exportações registaram um aumento de 14,4% relativamente ao período homólogo,com as cargas roll-on/roll-off, fracionada e contentorizada a destacarem-se em larga escala. 

A carga roll-on/ roll-off, que embarca e desembarca em cima de rodas, aumentou 18,3%, já a fracionada registou um incremento de 16,6% e, por fim, a mercadoria contentorizada cresceu 8,4%. 

O número de contentores embarcados em Leixões também subiu (9,95%) e os TEUs (medida padrão para calcular o volume de um contentor) registaram um aumento de 9,64%. 

Os granéis sólidos assinalaram também um aumento de 1,4% face aos primeiros seis meses de 2018. 

Já os navios que transitaram em Leixões destacaram-se pela arqueação bruta (GT) cada vez maior, comprovando a tendência de aumento do tamanho das embarcações. Neste caso, a evolução foi de 4,9%, um valor máximo para o período. 

“O Porto de Leixões é, efetivamente, uma infraestrutura em crescimento, pelo que é fundamental adaptar-se às exigências do mercado”, afirma a Administração dos Portos,Leixões e Viana do Castelo (APDL), em nota enviada à comunicação social. 

Os Produtos Refinados, Ferro e Aço, Papel e Cartão e a Pedra foram as mercadorias que mais pesaram nos valores registados no total da carga exportada e o Petróleo em Bruto, a Estilha, as Matérias Plásticas e a Sucata lideraram as importações no primeiro semestre. 

Publicidade

banner-lousada-700x262

Deixar um comentário

O seu e-mail não será publicado. Campos obrigatórios marcados com um *

Cancelar resposta