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Marco de Canaveses: Maria Augusta celebra 105 anos “solteira, boa rapariga e com casa cheia”

Marco de Canaveses: Maria Augusta celebra 105 anos “solteira, boa rapariga e com casa cheia”

“Solteira e boa rapariga”, é assim que muitos descrevem Maria Augusta Moreira, natural da Esperança, na freguesia de Aliviada, Várzea e Folhada, em Marco de Canaveses. Celebra hoje 105 anos, não tem filhos, e continua “sóbria e tranquila”.

Embora viva no lugar da Esperança, o certo é que nem sempre acreditou que iria soprar a 105 velas, mas “a esperança é a última a morrer”, já diz o ditado. Hoje, juntaram-se mais de duas dezenas de pessoas a Maria Augusta para comemorar a data, ou não fosse este um dia importante para o concelho, tendo em conta que é a pessoa mais velha do mesmo, segundo a presidente de junta, Maria José Cerqueira.

A receita para chegar a esta idade Maria Augusta não revela. Mas com um sorriso maroto no rosto, consente quando quem a rodeia diz que é a “serenidade” que teve na sua vida. Outros, acreditam que é fruto de não ter tido filhos, o que lhe deu também uma vida mais tranquila e a trabalhar por casa.

“Sempre esteve ligada aos bordados, tem a casa cheia deles, em todos os móveis se vê o trabalho minucioso que espelha a paciência que esta mulher tem, assim como o seu talento”, afirmou a presidente de junta espantada com a aniversariante. Só aos 102 anos é que a visão não permitiu mais bordar, mas poupou a visão não vendo televisão quando a idade lhe começou a “pesar nos ombros”. Agora, contenta-se com o olhar para cada bordado que fez.

Numa visita, em jeito de felicitação pelos 105 anos de Maria Augusta, a presidente constatou que a mesma tem muitos admiradores. “Tinha a casa cheia de sobrinhos”, revelou. Uns, vieram de Lisboa, outros do Porto, e outros moram mais perto da sua habitação. Sim, porque a centenária nunca saiu da sua própria casa.

Quis passar lá toda a sua vida, dormir todas as noites na sua cama, e poder olhar pela janela da sua casa. “Quando fez 1oo anos, decidiu que estava na hora de alguém ir dormir na mesma casa, para não passar as noite rodeada da solidão”, disse a autarca. Assim acontece até hoje. “Pensávamos que era um ano que ia lá dormir, mas já lá vão cinco”, disse Cristina, a senhora que passa as noites na mesma casa da aniversariante, na esperança que muitos mais venham por aí.

São algumas das suas vizinhas que passam o dia com ela, assim como uma sobrinha. “Uma dorme com ela, outra dá-lhe o almoço, e outra o jantar. Nota-se que todos gostam dela, e prova disso é a casa cheia nos seus 105 anos”, salientou Maria José Cerqueira. Talvez o número de visitantes que teve durante o dia seja fruto daquilo que foi plantando ao longo dos 105 anos.

“Dizem que as pessoas boas morrem depressa. A Dona Maria é prova de que isso não é verdade. Sempre foi uma mulher boa, incapaz de dar uma resposta mal dada, sempre deu aos outros o melhor que tinha, o melhor de si”, disse.

Já o seu sobrinho Fernando Pinto, revelou ao Jornal A VERDADE que a aniversariante está “bem de saúde, com a mobilidade a ser o seu grande problema, mas mantendo a sua personalidade e a sua consciência mental”. A felicidade foi visível no seu rosto durante o dia de hoje, “agradeceu a todos por terem vindo, e nota-se que está serena por chegar aqui com tanta gente à sua volta”, revelou.

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