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Marcador de Livros: Psicopatas Portugueses, de Joana Amaral Dias

Marcador de Livros: Psicopatas Portugueses, de Joana Amaral Dias

Opinião de Maria Manuel Magalhães

Título: Psicopatas Portugueses
Autor: Joana Amaral Dias
N.º de Páginas: 336

Sinopse: 
«O primeiro trabalho clínico que reúne os protagonistas da criminologia portuguesa, uma viagem ao recôndito das suas mentes perversas, uma descida às suas doentes e pérfidas motivações. Psicopatas Portugueses é também um trabalho de Psicologia Forense e procura revelar o quanto o assassínio é complexo, um fenómeno intrincado que ocorre no contexto de uma imensa multiplicidade de factores pessoais e culturais.»

Os casos: Luísa de Jesus (última condenada à morte em Portugal), Francisco Esperança (Monstro de Beja), o estripador de Lisboa, Francisco Leitão (Rei Ghob), etc.

A minha opinião: 

Se pensamos que Portugal é o país dos brandos costumes, também nos vem logo à cabeça que somos de esquecimento fácil. Perante este grupo de 13 assassinos e sádicos portugueses, bem explanados por Joana Amaral Dias, depressa percebemos que também tivemos alguns serial killers bem aterradores e sem qualquer remorso.

Já tinha lido sobre Luísa de Jesus, a última mulher condenada à morta em Portugal, no livro Mulheres Fora da Lei de Anabela Natário, assim como a matricida Maria José, que viria a ser protagonista de um dos livros de Camilo.

O facto de ser psicóloga faz com que a autora faça uma análise detalhada dos crimes, mas também os analise sob o ponto de vista mental, o que torna  livro ainda mais rico.

A somar a isso, a autora faz ainda uma breve nota introdutória onde explica os seis tipos de psicopatas existentes.

Joana Amaral Dias alerta para alguns sinais. Muitas vezes o assassino é uma pessoa “normal”, que ninguém desconfia até porque leva uma vida exemplar. Exemplo disso é os dois militares que, de formas completamente diferentes, se tornam serial killers como é o caso do Cabo António e do Cabo Costa, também conhecido como o serial killer de Santa Comba Dão.

De todos os casos, o de Luísa de Jesus continua a ser o que me choca mais. Primeiro por ser mulher, e depois por ter matado mais de três dezenas de bebés em troco de algum dinheiro que a Santa Casa da Misericórdia pagava a quem quisesse adoptar os bebés que ninguém queria.

Este não é um livro para estômagos sensíveis, nem para menores de 18 anos. Avaliando a temática e os pormenores macabros das diversas mortes que estes assassinos perpetraram faz com que seja um livro forte e brutal.

No fim do livro fica ainda uma reflexão:

Saldo final: 1 em cada 3 portugueses tem uma arma em casa.

Recomendo a sua leitura.

 

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