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Eletrificação Caíde-Marco “é o respeito a todas as pessoas que precisam de usar esta linha”

Eletrificação Caíde-Marco “é o respeito a todas as pessoas que precisam de usar esta linha”

“Esta é uma obra que vale a pena”, afirmou António Costa, Primeiro-Ministro de Portugal, na inauguração da eletrificação da Linha do Douro, no troço Caíde-Marco, que aconteceu esta segunda-feira, dia 15 de julho, na Estação de Caíde, no concelho de Lousada.

Depois da viagem entre Marco de Canaveses e Caíde, na sua intervenção, o governante destacou a importância desta obra “para quem utiliza diariamente esta via” e recordou os sete minutos ganhos por dia em cada viagem. António Costa referiu que esta obra integra o Programa Ferrovia 2020 que é “o maior programa do último século” e corresponde a um investimento total de cerca de dois mil milhões de euros.

“Estes investimentos que estamos a fazer vão fazer da ferrovia um dos grandes projetos estratégicos para o século XXI”, sublinhou realçando as razões para investir na ferrovia, nomeadamente na melhoria de vida das populações, na questão económica e na questão ambiental. “Portugal foi o primeiro país a fixar 2050 como a meta para a neutralidade carbónica. Para o atingirmos temos de mudar o paradigma energético e de mobilidade, nas cidades e não só. As toneladas de CO2, provocadas pelo diesel, que a eletrificação vai diminuir corresponde a um grande contributo para o combate às alterações climáticas”, enalteceu.

As obras de eletrificação no referido troço iniciaram em novembro de 2018, com a linha encerrada, a sua abertura aconteceu em abril deste ano e, no mês passado, aconteceram os primeiros testes à eletrificação da linha. Um mês depois, os comboios elétricos viajam diariamente até Marco de Canaveses, com um total de cerca de 30 ligações até ao Porto.

Presente também na inauguração oficial da Linha do Douro esteve o Ministro das Infraestruturas e Habitação. Na sua intervenção, Pedro Nuno Santos afirmou que “esta é a primeira vitória que a eletrificação permite à população desta região”, justificando a sua realização pelo “respeito a todas as pessoas que precisam de usar esta linha”.

O governante defende que “a ferrovia não é um meio de transporte do passado mas sim do futuro. Temos de olhar para a aposta que temos feito e continuar a fazê-la. Uma mobilidade que não serve apenas as grandes cidades, mas que serve todo o país”.

Pedro Nuno Santos, no seu discurso, recordou ainda a visita de António Costa, Primeiro-Ministro de Portugal a Marco de Canaveses para o lançamento do concurso de aquisição de 22 novas composições de comboios, em janeiro deste ano. “Infelizmente não há comboios em stock, os comboios têm de ser feitos e só os teremos por volta de 2023. Como precisávamos de reagir com mais rapidez, e como temos dezenas de unidades que estavam encostadas por todo o país, construímos um programa que nos permitirá reutilizar esse material antes de chegar o novo”.

Autarcas e comissão de utentes classificam eletrificação como “marco histórico” para a região

A inauguração contou também com a presença do presidente da Câmara Municipal de Lousada, Pedro Machado que realçou a importância desta obra para a região. “Muitos duvidaram que fosse possível, mas um ano depois estamos aqui para festejarmos a conclusão de um grande objetivo para esta região e que vai fazer a diferença na vida das pessoas”, frisou abrindo os discursos desta cerimónia.

Cristina Vieira, presidente da Câmara Municipal de Marco de Canaveses, descreveu esta inauguração como “um marco histórico” para o concelho. “Vamos ter a possibilidade de viajar entre o Marco e o Porto muito mais rápido, de forma muito mais confortável, barata e menos poluente. É um momento histórico para a população de Marco de Canaveses, e para a população da região”, considerou.

A autarca afirmou que “não se trata apenas da eletrificação”, mas sim “de todo o desenvolvimento económico que esta obra traz à região. A população da Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa está imensamente grata ao governo de Portugal”.

António Pereira, presidente da Comissão de Utentes da Linha do Douro, acompanhou a comitiva de governantes e autarcas desde Marco de Canaveses até Caíde. Satisfeito por ver “um sonho concretizado”, António Pereira enalteceu a luta pela conclusão da obra. “Ao longo destes anos lutamos muito e hoje estamos satisfeitos. É uma obra que nos agrada a todos nós. São muitos mais comboios, os preços são mais baixos, comboios com mais condições, com ar condicionado. Tudo isto são mais vantagens para o Marco”, garantiu.

A inauguração contou também com a presença de vários presidentes de câmara de concelhos vizinhos e de presidentes de junta de freguesia que fizeram questão de acompanhar a cerimónia de inauguração.

Presidente do Marco recordou necessidade da construção do IC35

Cristina Vieira aproveitou ainda a ocasião para recordar António Costa da necessidade de investimento na rodovia, nomeadamente no IC35. “Agora foi a ferrovia, mas nós não esquecemos a rodovia. Estamos a aguardar que o Governo de Portugal consiga fazer o desenvolvimento na rodovia que fez na ferrovia”, disse

A autarca recordou a “grande ambição” que é a construção do IC35 para a população da região do Tâmega e Sousa. “Depois de concretizada a eletrificação, olhamos para a rodovia e queremos também concretizar este sonho há muito ambicionado pela região”, concluiu.

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