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Penafiel: José Filipe despede-se de bebé que viu morrer em acidente na EN108

Penafiel: José Filipe despede-se de bebé que viu morrer em acidente na EN108

“Somos feitos de carne, mas nestas alturas temos de agir como se fossemos de ferro, mas o problema é que na realidade ninguém é feito de ferro”. Estas foram as palavras de José Filipe, segundo comandante dos Bombeiros Voluntários de Entre-os-Rios, que prestaram socorro no despiste na EN108 desta terça-feira, dia 9 de julho.

Este dia vai ficar marcado na memória deste bombeiro, assim como de muitos. Foram três vítimas mortais, entre elas um bebé de 10 meses. Em declarações ao Jornal A VERDADE, José Filipe explicou que ainda há pouco tempo teve um caso semelhante e ainda estava em processo de luto pela perda anterior. “Agora, tive outro anjinho que partiu”, disse emocionado.

O segundo comandante dos Bombeiros Voluntários de Entre-os-Rios, perante a partida do pequeno Dinis, sentiu necessidade de exteriorizar a sua dor e fazer uma pequena homenagem pública, a partir das palavras que escreveu na sua página de facebook.

Esta é minha forma de reagir a uma morte de alguém que não merecia este desfecho e que apesar de eu não conhecer, deixou marcas para toda a vida”, explicou José Filipe.

“A única coisa que peço a Deus, esse mesmo Deus que decidiu levar-te tão cedo para junto dele, é que descanses em paz pequeno Dinis, e acredita que és mais um daqueles que jamais será esquecido nesta vida que decidi enveredar quando tinha apenas 13 anos”, disse o bombeiro numa carta que decidiu escrever para tentar colmatar a dor que sente.

Ainda a recuperar da morte anterior, viu partir o pequeno Dinis, cujo funeral aconteceu hoje às 9h15, em Marco de Canaveses.

“Com um gosto amargo de ausência, de impotência, de revolta, e um pouco de saudade a invadir o coração mesmo não te conhecendo, não existe forma de não sofrer quando nos deparamos com situações destas”, pode ler-se na mesma carta endereçada ao pequeno bebé.

A corporação dos bombeiros recebeu ajuda psicológica pela  Equipas de Apoio Psicossocial da Autoridade Nacional de Proteção Civil, ontem, dia 10 de julho. Ainda assim, acreditam que só o tempo é capaz de curar estas feridas que, por mais preparação e formação que tenham, “nenhum bombeiro está preparado para estas perdas”. 

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