Resende: Associação do Vale do Cabrum nomeada para prémio nacional Manuel António Mota

Resende: Associação do Vale do Cabrum nomeada para prémio nacional Manuel António Mota

A Associação de Valorização e Desenvolvimento Rural do Vale do Cabrum, associação do município de Resende também conhecida por Bolota, é uma das nomeadas para o prémio Manuel António Mota. Dinamizada pela TSF e respetiva fundação, esta distinção premeia anualmente uma organização nacional com o Galardão Portugal Sustentável.

Em 2019, o prémio pretende consagrar entidades que operem no cumprimento dos objetivos de desenvolvimento sustentável, em áreas como a luta contra a pobreza e exclusão social, educação, saúde, emprego, ambiente (nos domínios da água), energia, sustentabilidade urbana e rural, produção e consumo sustentáveis, mobilidade, alterações climáticas, biodiversidade e preservação do ambiente marinho e terrestre.

As candidaturas para concorrer a este prémio decorrem até à próxima segunda-feira, dia 15 de julho.

A Bolota, que opera nos concelhos de Cinfães e Resende, foi criada após os incêndios de 2017, o qual afetou algumas aldeias do território, como explicou à TSF Tiago Colaço, presidente da associação: “reparámos que a nossa floresta estava a desaparecer continuamente e, depois de um verão nefasto, decidimos por mãos à obra e fazer algo pela nossa floresta e pelas nossas povoações”.

Um mês depois dos fogos, este grupo de jovens começou a plantar árvores, ação que voltaram a levar a cabo noutras duas ocasiões. A Bolota é também responsável pela criação do projeto “Pela Nossa Floresta”, que se divide em várias fases. “A primeira foi a colheita das sementes, depois fizemos uma sementeira e depois realizámos a atividade ‘Plante esta ideia'”, afirmou Tiago Colaço.

A Associação de Valorização e Desenvolvimento Rural do Vale do Cabrum pretende ainda apoiar a população na limpeza de terrenos através da aposta em cabras sapadoras. “Temos imensos terrenos que estão a precisar de ser limpos e então o que nós pensámos foi criar um rebanho e, logo aí, criar postos de trabalho, que serão os pastores. Esses rebanhos irão percorrer as nossas zonas bastante fustigadas pelos incêndios e fazer uma gestão da matéria orgânica”, revelou o presidente.

Com mais de uma centena de sócios, a Bolota visa ser uma organização não-governamental ambiental, bem como ajudar as populações em tarefas simples: “é preciso fazer um intercâmbio com as pessoas e mostrar-lhes que nós também podemos ajudar, melhorando a sua qualidade de vida”, referiu Tiago Colaço.

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