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Para o povo festejar, há quem passe o S. João a servir às mesas

Para o povo festejar, há quem passe o S. João a servir às mesas

Nesta noite de S. João, não pode faltar o cheiro a manjerico, o balão pronto a lançar para o céu, e a sardinha a pingar no pão.

Na região do Tâmega e Sousa, há muitas famílias que continuam a preferir assar a sardinha em casa. As longas filas nas tasquinhas para comprar uma sardinha, a demora, aliada ao preço elevado, são um fator que retrai muita gente a esta prática.

Uns juntam-se com os mais próximos, fazem as brasas, e colocam as sardinhas e os pimentos no grelhador. Sílvia Silva, de Castelo de Paiva, faz assim todos os anos.

Junta a família mais chegada em sua casa, enfeita a churrasqueira que, pelas 19 horas começa a assar as sardinhas. “Tem de ser cedo porque depois vamos todos a pé ver as marchas à vila”, relatou.

Mas para muitos sem isto não é S. João. E prova disso é que em muitos locais em que esta é a festa rainha, não há mãos a medir para servir às mesas.

Em Alpendorada até os marchantes servem às mesas

Mas noutras localidades, como em Alpendorada, a tradição é comer a sardinha na rua. Mas, para isso, é preciso que haja condições para tal. Todos os anos, as marchas montam as suas barracas no recinto da festa de modo a que possam servir refeições e fazer face às despesas que as marchas dão.

“É uma azáfama muito grande, neste dia nem temos tempo para comer. Quem fica na barraca não vai marchar e os grelhadores bem cedo começam a trabalhar”, explicou na Ana Cristina Moreira, membro da marcha de Memorial.

“São centenas de refeições que se servem, é muita responsabilidade. Temos de arrancar arcas, fogões, panelas, tudo, para que esteja tudo do bom e do melhor para servirmos aos nossos clientes na noite de S. João”, confirmou Elsa Teixeira, da marcha de Carcavelos.

Pelo S. João de Alpendorada, Várzea e Torrão, o trabalho de quem serve a refeição em noite de festejos é maior este ano. “São menos marchas com barracas porque algumas não vão desfilar, o que faz com que a afluência para as nossas seja maior. São dias de muito cansaço, mas quem corre por gosto não cança”, salientou Sofia Vieira.

A nova marcha desta terra, do Jardim de Infância de Lama, vai deixar as sardinhas de parte e servir apenas tapas. “Optamos por algo mais simples e saboroso visto que era o nosso primeiro ano”, referiu Isabel Rocha.

Neste dia todos servem às mesas. Não importa qual a profissão, sexo, idade ou etnia. O que vale é fazer o melhor pela sua marcha e pela população a servir.

Em Cinfães, sai-se para a rua e partilha-se a sardinha com o vizinho

Por Cinfães, não há marchantes com barracas a servir refeições. Mas nesta noite, poucos são os que comem a sardinha em casa.

Aqui é tradição trazer o fogareiro para a rua e juntar na calçada a mesa à do vizinho. Juntam-se as sardinhas e as pessoas à mesa, e festeja-se em conjunto as festas sanjoaninas. Neste dia, ficar em casa não faz parte da ementa.

“Aqui comemos todos juntos. As sardinhas são a dividir por todos. Junta-se as famílias, os amigos e os vizinhos, sai-se para a rua, coloca-se a sardinha no pão, e siga o bailarico”, contou Hélder Vieira, um habitante de Cinfães.

Pelas ruas do concelho, em especial da vila de Cinfães e de Vilar de Arca, é comum ouvirem-se as gargalhadas e a música alta. O cheiro a sardinhas assadas sente-se por todo o lado. Por volta das 7 horas já se começam a fazer as brasas porque a seguir há festa no centro da vila.

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