Especial Marchas de S. joão de Alpendorada: Várzea vai levar a “Tourada” para a rua em noite de S.João

Especial Marchas de S. joão de Alpendorada: Várzea vai levar a “Tourada” para a rua em noite de S.João

A marcha de Várzea vai trazer a “Tourada” às ruas de Alpendorada com cerca de 34 marchantes que se unem pelo bairrismo e pela tradição das marchas de São João. Esta marcha conta ainda com três pares constituídos por elementos da Cercimarco, que trazem “um brilho especial” à marcha.

Nesta altura do ano, quem integra a marcha recorda sempre o primeiro ano que se vestiram a rigor para participarem nas marchas de São João de Alpendorada. Foi há seis anos “e teve um gosto que não há igual, costuma-se dizer que não há amor como o primeiro”, salientou uma das mentoras da marcha, Sofia Vieira. Nesta altura, a população uniu-se em prol das marchas e conseguiram sair à rua com um elevado número de pares. Sofia Vieira, Gaspar Caneco e Cláudia Carneiro são os três membros que assumiram a direção da marcha e que, enquanto tiverem forças, afirmam que a marcha de Várzea vai para a rua.

Este ano o número de marchantes é descrito como positivo e há muitos jovens a integrarem os pares, o que deixa a direção desta marcha satisfeita pelo sangue novo que começa a surgir. “Acho que uns têm motivado outros a virem viver o espírito das festas de São João, até porque quem vai nas marchas vive o dia de uma forma especial e mais intensa”, constatou Sofia Vieira.

Mas a preparação para o grande dia começou bem cedo. Por volta do mês de maio, os tecidos começaram a ser comprados e recortados pelas mãos da costureira. Este ano o tom principal da marcha de Várzea é o vermelho, uma cor que os elementos pretendem que traga mais vida às ruas de Alpendorada.

As “Tourada” são uma tradição portuguesa e, por isso, Sofia Vieira contou que foi fácil chegar-se à aprovação do tema. “Não vamos trazer a negatividade associada a esta modalidade, mas antes as cores alegres, as músicas e a alegria que se vive nas touradas portuguesas”, referiu. O tema permitiu “explorar e arrojar” nas roupas e na coreografia que vai ser apresentada no Estádio Municipal de Alpendorada, o que faz com que a marcha esteja feliz com o resultado atingido até à data, assim como possui “expectativas elevadas” para a recetividade dos visitantes ao tema.

Desde que Várzea veio integrar o São João que “se criou laços únicos e não vistos até então” entre a população local. “Todos os ensaios são momentos de convívio, de entreajuda, e de muita alegria”, contou Sofia Vieira. É por isso que a direção da marcha afirma que “não há nada que motive mais” do que o bairrismo vivido nesta altura do ano e, por isso, salienta que vão continuar a lutar a fim de que a marcha de Várzea nunca acabe.

“Gostava até que mais marchas fizessem o que nós fizemos, como o Torrão, por exemplo, que nunca teve uma marcha”, disse Sofia, acrescentando que o “São João de Alpendorada só é o que é” pelas marchas e, por isso, quanto mais marchas houver mais intenso será. Este ano há um receio em torno da barraquinha, tendo em conta a desistência de duas marchas que significa “no mínimo, a mesma quantidade de gente, para apenas três barracas de comes e bebes”, constatou Sofia. Em todo o caso, já se preparam ementas onde não falta as sardinhas e os pimentos assados, bem como a animação, garante a organização.

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