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Especial marchas de S. João de Alpendorada: Jardim de Infância da Lama é a nova marcha

Especial marchas de S. João de Alpendorada: Jardim de Infância da Lama é a nova marcha

“De pequenino se torce o pepino”. O ditado é antigo e o Jardim de Infância da Lama acredita que é mesmo assim. Em Alpendorada, Várzea e Torrão há marchas a terminarem por falta de gente, principalmente porque a geração mais velha vai deixando de ingressar na festividade e os mais novos não querem participar.

Foi nesse sentido que Isabel Rocha e Bárbara Chiquelho lançaram o desafio às outras mães das crianças do Jardim de Infância da Lama. Após um teatro na escola, que envolveu pais e filhos, sentiram necessidade de fomentarem mais momentos de interação entre a comunidade escolar. “Geralmente vimos os pais das outras crianças um minuto por dia, e isso não nos permite criar relações”, contou Bárbara Chiquelho. Por isso, emergiu a ambição de levarem os meninos a marchar. Ao início, chamaram-nas de “malucas pelo trabalhão que estava cientes que ia dar”, mas aos poucos e poucos a ideia foi aceite e, dia 23 de junho, a marcha vai mesmo sair à rua. São crianças dos 3 aos 6 anos

O objetivo é criar maior interação entre as famílias e a própria escola. Por isso, os pares são constituídos por pais e filhos, envoltos numa grande harmonia e dança tão típica desta quadra sanjoanina. Além dos atuais alunos, vão participar ainda os antigos alunos, que gostaram do projeto e quiseram integrá-lo. Ao todo, são cerca de 35 pares, o que dá um total de 77 participantes.

Embora sejam novos nestas andanças, esperam conseguir honrar o compromisso de transmitir à sua comunidade educativa a importância da cultura e festividades da terra. Acreditam, assim, que levar as crianças numa idade tão tenra até ao ambiente das marchas de Alpendorada, Várzea e Torrão, é assegurar que as tradições são passados às novas gerações. “Achamos que é desde novos que este gosto de incute, connosco foi assim. Eles serão o futuro do S. João de Alpendorada, é um projeto que quer garantir que esta festa não termine”, consciencializou Isabel Rocha.

Embora o projeto esteja ainda numa fase embrionária, Isabel e Bárbara garantem que há futuro desta marcha por, no mínimo, sete anos. “Isto porque ambas temos dois filhos, quando sair uma, fica a outra a tomar conta desta marcha”, dizem, com uma gargalhada.

Futuro à parte, a marcha do Jardim da Lama vai sair encher as ruas de crianças na noite de 23 de junho. O tema é a “literatura” e os ensaios têm sido uma “autêntica animação”. Os pais levam os filhos e, juntos, ensaiam a música e a dança. “Sabemos que são crianças e, por isso, tivemos de optar por algo simples, mas tudo o que eles fazem tem a sua piada”, salientou Isabel Rocha, que até o seu bebé de 10 meses já levou para este ambiente de festa. Inserido no tema está também o lançamento do último livro do autor Alberto Santos, evento agendado para dia 19 de junho.

Tendo em conta a “imaturidade dos membros organizadores”, não vão servir refeições na sua barraca no S. João. Durante os nove dias de festa vão servir bebidas, alguns doces, mas não refeições. Em vez de pratos típicos como as sardinhas, esta marcha optou por servir tapas, onde os tradicionais enchidos e petiscos vão ser levados à mesa. “O nosso objetivo não é ganhar dinheiro, nem irmos com vaidades, é antes ganhar para as despesas (que são muitas) e divertirmo-nos com as nossas crianças”, concluíram.

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