Marco de Canaveses: Barco “Tomaz do Douro” incendeia-se em simulacro com mais de 30 operacionais

Marco de Canaveses: Barco “Tomaz do Douro” incendeia-se em simulacro com mais de 30 operacionais

Eram perto das 10h30 da manhã desta quarta-feira, dia 19 de junho, quando as sirenes da embarcação “Tomaz do Douro” soaram em jeito de alerta para um incêndio aquando da passagem do barco hotel pelo cais de Bitetos, na freguesia de Alpendorada, Várzea e Torrão, no concelho de Marco de Canaveses. Não aconteceu, mas poderia ter acontecido.

O cenário parecia real mas não passou de um exercício que visou preparar os Bombeiros Voluntários de Marco de Canaveses para situações de acidentes em barcos, tendo em conta que nas frentes ribeirinhas são cerca de 20 barcos que, diariamente, passam pelas águas do rio Douro.

Nesse sentido, a Câmara Municipal de Marco de Canaveses, em articulação com a Autoridade Marítima, em particular com o Capitão Cruz Martins, proporcionaram aos serviços de proteção civil de Marco de Canaveses um simulacro de um incêndio num barco hotel. Esta foi uma forma de as entidades se conhecerem e estejam prontas a atuarem num caso real de acidente numa embarcação.

Depois de acionado o alerta de incêndio por parte da tripulação do “Tomaz do Douro”, rapidamente se ouviu as sirenes dos soldados da paz. A integrar este exercício esteve um veículo da Polícia Marítima assim como uma lancha e seis elementos.

Os Bombeiros de Marco de Canaveses estiveram representados com duas embarcações, dois carros de comando, três viaturas de combate às chamas e duas ambulâncias, apoiados por 20 operacionais.

Os núcleos de Marco de Canaveses e de Alpendorada da Cruz Vermelha Portuguesa participaram igualmente no simulacro, com uma ambulância cada uma das instituições.

Houve figurantes presentes, que simularam estarem feridos. Um deles “sofreu” queimaduras graves, tendo sido assistido na tenda montada da Proteção Civil de Marco de Canaveses.

“O exercício correu muito bem. Mas nestes treinos não se quer que sejam perfeitos porque é com as falhas que se aprende e que se percebe o que ainda se tem para fazer”, referiu a presidente de câmara, Cristina Vieira. A autarca mostrou-se satisfeita com o resultado da iniciativa, embora espere que nunca seja necessário que as forças do seu município tenham de atua, “será bom sinal, mas com o elevado número de barcos que passam por aqui temos de estar cientes da probabilidade que há em acontecer”.

O capitão da Autoridade Marítima, Cruz Martins, referiu que “foi um exercício de sucesso, que serviu para que as forças se conhecessem”, o que, em caso de acidente real, se traduzirá num “aumento da eficácia de atuação”.

Os envolvidos ficaram satisfeitos com as aprendizagens desta manhã, levando para casa ensinamentos que podem ser úteis caso algum dia este simulacro seja refletido na realidade.

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