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Especial Marchas de S. João Alpendorada: Memorial traz cinema e alegria no coração neste S. João 

Especial Marchas de S. João Alpendorada: Memorial traz cinema e alegria no coração neste S. João 

Meses a fio a escolher tecidos, a pensar em temas, a ouvir melodias que marcarão a marcha e o bater do pé pelas ruas da freguesia rumo ao Estádio Municipal de Alpendorada. É assim desde 1998, em que teve como tema “A nossa marcha é um prazer” desde o nascimento da Marcha do Memorial que alguns marchantes vestem a roupa, incarnam o espírito sanjoanino, e colocam o melhor sorriso para honrar a marcha que representam.

Atualmente, é a Celinha Monteiro  que assume diversas responsabilidades para que seja possível que a marcha saia. Abre a porta da sua casa às dezenas de pessoas que integram o Memorial. É pelos seus tachos e fornos a lenha que se fazem as comidas servidas na tasquinha de S. João que, este ano, abre portas a 15 de junho.

Mas antes do cheirinho da sardinha assada e dos pimentos, há muita azafama. Ano após ano, depois do S. João, os marchantes reúnem-se num convívio que se dá em setembro. Por aí já se começa a ouvir: “E para o ano, qual vai ser o tema da nossa marcha?”, disse Ana Cristina Moreira, um dos braços direitos de Celinha Monteiro. Em tom de brincadeira, é nestes convívios que se começam a projetar as primeiras ideias.

Mas como levar uma marcha à rua “é uma tarefa que tem tanto de difícil como de dispendiosa”, é necessário fazer diversas iniciativas ao longo do ano. “Tudo começa em dezembro, aquando do cantar das Janeiras”, explicou Celinha Monteiro. Trata-se do momento “mais delicioso, em que se percebe o carinho que a população possui pela Marcha do Memorial”, disse Ana Cristina Moreira. Isto porque, relatou, é o momento em a população Abre as portas das suas casas, preparam grandes manjares, “e são generosas com a marcha, quer no tempo que querem que estejamos lá, quer no valor monetário que dão” para ajudar a marcha, acrescentou Ana Cristina Moreira.

Em abril deste ano já estavam formados os 27 pares, mais 20 crianças. O tema será “O Cinema Português” que deu “muito trabalho” à costureira, uma pessoa descrita como “extremamente paciente e afável”. A coreografia foi ensaiada pelo Ivan de profissão cabeleireiro.

Se na primeira vez que a Marcha do Memorial saiu à rua vestiu-se de roupa alugada, pintada em tons de vermelho, hoje são eles quem alugam as suas roupas a outras marchas para que sejam rentabilizadas. “Há quem nos procure de toda a parte. Desde de Cinfães, Castelo de Paiva, a São João da Pesqueira, Baião, Tondela, e muitos outros”, constatou Celinha Monteiro.

Pelas 19 horas chegam os marchantes a casa de Celinha Monteiro. Por lá dão os últimos retoques. Os músicos entoam as melodias e as vozes do grupo fazem soar as letras que espelham o que os seus trajes comunicam. Percorrem as ruas, a pé, até ao Estádio Municipal. A Marcha do Memorial vai apimentando os espectadores com partes da coreografia que é realizada no estádio, o culminar da noite. Depois disso, chegam as lágrimas que espelham a emoção e o final de nove dias de trabalho intenso, fora os demais ao longo do ano.

“Depois dos longos festejos na rua, chega a hora de nos juntarmos na barraca. Comemos e bebemos, cantamos e sorrimos, é uma festa”, salientaram. Depois de poucas horas de sono, é a vez de pegar no andor e ir na procissão, em jeito de agradecimento a S. João.

A palavra “União” é aquilo que acreditam que diferencia a marcha das demais. “Somos dos primeiros a ter muita gente a ajudar, com boa vontade e boa disposição, em que o convívio acaba por colmatar as dores físicas que ficam pelos longos dias de trabalho”, disse. Essa palavra vê-se principalmente na barraca da marcha que, durante nove dias, vai servir refeições aos visitantes. Chegamos a ter 250 pessoas para comer, porque toda a comida é confecionada com muito carinho tendo por base uma boa cozinheira.

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