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Jovem de Amarante testemunhou ameaça de bomba em avião da Ryanair no Porto

Jovem de Amarante testemunhou ameaça de bomba em avião da Ryanair no Porto

Helena Carvalho tem 25 anos, vive no concelho de Amarante. Decidiu ir passar um fim de semana prolongado a Milão, na Itália. Depois das férias, deu-se a viagem de regresso mais atípica de sempre. O voo tinha chegado de Bergamo, Itália, quando um homem italiano gritou que tinha colocado uma bomba a bordo do avião, no passado dia 11 de junho.

Helena Carvalho viajou sempre ao lado da porta de emergência, tal como já é habitual. O que não era habitual era que o chefe da tripulação se dirigisse até a um homem para pedir que mantivesse silêncio. “Esteve todo a viagem a falar imenso e alto, até que o chefe veio ter com ele para que tal situação terminasse”, relatou a jovem.

O voo estava a demorar mais do que o normal e isso fez com que Helena Carvalho desconfiasse que aquela viagem estava a ter algo de atípico. Várias foram as tentativas de aterragem durante a rota do avião, visto que o aparelho esteve a ser alvo de buscas durante o voo.

Por volta das 15h30, Helena Carvalho conta que se ouviu um homem gritar que estava uma bomba a bordo daquele avião. “Esteve toda a viagem a falar, mas em italiano, e eu não conseguia entender o que ele dizia. Só quando falou em inglês para o chefe da tripulação é que comecei a perceber que algo não estava bem”, referiu Helena Carvalho.

A rapariga conta que o homem foi avisado, aquando da aterragem no Porto, de que não poderia viajar novamente. “Depois ouvimos que iam chamar a polícia. Até esse momento os passageiros estavam calmos, à exceção dos que estavam ao lado do homem e que ouviram tudo”, relatou.

Os passageiros ficaram a bordo, à espera que a polícia chegasse ao local. “A PSP entrou e levou-o. Mas surgiu uma mulher que estava sentada mais atrás, que deveria ser esposa ou namorada, e acompanhou o homem. Foram separados em dois carros de polícia”, explicou Helena Carvalho que assistiu ao momento.

A jovem confessa que só teve noção do que realmente tinha acontecido nesta viagem após sair do avião. “Só depois, quando saímos, é que ‘me caiu a ficha’, sentimos uma grande aflição. Foi um alívio quando, após uma hora dentro daquele avião proibidos de sair, pude finalmente descer as escadas e ir embora”, expressou com a voz a anunciar o momento traumatizante que viveu. Helena Carvalho não sabe o que vai sentir da próxima vez que andar de avião. “Eu já tinha medo, agora ainda tenho mais”, disse a testemunha do caso.

O homem italiano foi condenado a dois anos de prisão, pena que foi suspensa por igual período, e ao pagamento das custas do processo.

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