Penafiel: José Fonte voltou a ajudar Portugal a ganhar uma competição internacional

Penafiel: José Fonte voltou a ajudar Portugal a ganhar uma competição internacional

A Seleção Nacional conquistou ontem, dia 9 de junho, a Liga das Nações. A final da primeira edição da competição foi disputada no Estádio do Dragão, reduto do FC Porto. Pela frente, os comandados de Fernando Santos tinham a renascida Holanda, recheada de jovens talentos e com nomes consagrados como Van Dijk ou Wijnaldum (Liverpool). A “laranja-mecânica”, contudo, foi incapaz de impedir Portugal de pôr as mãos na taça, tendo cabido a Guedes, após passe de Bernardo Silva, selar o 1-0 final do triunfo.

Entre os 11 escolhidos por Fernando Santos para iniciar a partida, encontrava-se José Fonte. A cumprir a sua 38ª internacionalização pela Seleção das Quinas, o defesa-central natural de Penafiel cumpriu a sua missão de manter a zeros a baliza portuguesa, pese embora não tenha estado tão assertivo como o seu colega no eixo defensivo, Rúben Dias.

O irmão do também futebolista Rui Fonte foi ultrapassado dentro da grande área e, já perto do final, permitiu o holandês Depay cabecear com perigo na sua área de jurisdição. Nas duas ocasiões, o guardião Rui Patrício foi chamado a intervir, tornando inconsequentes os erros do defesa do Lille (França).

Porém, na reta final do encontro, numa fase em que o adversário despejava bolas para a área em desespero, o posicionamento e capacidade no jogo aéreo do penafidelense foram determinantes para assegurar a vitória.

 

José Fonte realizou somente um jogo na fase de grupos da Liga das Nações, já que Fernando Santos apostou na dupla Rúben Dias-Pepe para o eixo central. Este cenário alterou-se no embate das meias-finais da passada quarta-feira, frente à Suíça. Na sequência de um canto ofensivo, Pepe caiu mal e fraturou uma omoplata. José Fonte foi o escolhido para substituir o defesa do FC Porto nessa partida e na final jogada ontem, que deu à Seleção Nacional A o seu segundo título.

A conquista anterior, recorde-se, foi o Campeonato da Europa de 2016, disputado em França. Nessa competição, José Fonte ajudou Portugal dentro de campo em grande parte dos jogos, tendo, inclusivamente, dado o seu contributo na final ganha à seleção anfitriã. O atleta penafidelense fica, assim, ligado à história das, até à data, duas únicas conquistas da Seleção das Quinas.

José Fonte representou o FC Penafiel quando ainda era uma criança, tendo-se mudado muito novo para Lisboa (onde nasceu o seu irmão Rui) para representar o Sporting. Formado nos “leões”, o central nunca foi uma aposta regular dos “verde e brancos”, tendo, já em idade sénior, rodado de empréstimo em empréstimo até ao final do contrato.

Em 2007, rumou às divisões inferiores de Inglaterra para representar o Crystal Palace. Cerca de dois anos depois, assinou pelo Southampton. José Fonte tornou-se rapidamente indiscutível naquele emblema de terras de Sua Majestade. Ajudou o clube a subir à Premier League – um dos campeonatos mais competitivos do mundo – e ali se destacou ao longo de várias temporadas, prestação que lhe abriu as portas da Seleção Nacional.

Depois de ter representado o também inglês West Ham, experimentou o campeonato chinês, onde ficou somente uma temporada e fez apenas sete partidas. Na época passada, assinou pelos franceses do Lille, onde voltou a assumir-se como patrão da defesa e viu o irmão Rui ali chegar pouco tempo depois.

Aos 35 anos, o percurso de José Fonte ao serviço da Seleção Nacional poderá estar perto do fim, ou não fosse a carreira de futebolista marcada pela efemeridade. Com o aparecimento de novos talentos lusos na posição de defesa-central, tais como Ferro (Benfica) ou Diogo Leite (FC Porto), é possível que a Liga das Nações tenha sido a sua derradeira competição internacional.

No entanto, se dentro das quatro linhas pode ser substituído, o lugar na história da Seleção Nacional, esse, ninguém o tira: José Fonte vai estar para sempre ligado às conquistas do Euro 2016 e da Liga das Nações 2019, os únicos títulos no palmarés da Seleção A de Portugal.

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