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De Boa Saúde: Um Artigo Escaldante

De Boa Saúde: Um Artigo Escaldante

Os mais literais dirão que este título é publicidade enganosa. Eu, porém, nego-o terminantemente! Mais: ao longo das próximas linhas comprometo-me consigo a aquecer o clima (ou, pelo menos, a aquecer os ânimos sobre o tema que escolhi). E que tema é esse? Ora, estamos acabadinhos de entrar em junho e, apesar da depressão Miguel, todos temos é a clara impressão de que o verão já está mesmo na ladeira da porta. Por isso, hoje escrevo-lhe sobre…o sol. (Pensava que seria sobre o quê?!) Agora vá, não tape o assunto com a peneira e leia lá o que se segue.

“NEVOEIRO DÁ SOL MATREIRO”

A frase não é minha, mas coloco-a aqui porque, em boa verdade, merece ser de todos. Embora cada vez seja mais consensual esta ideia, ter a noção de que o nevoeiro é um falso protetor solar é fundamental, sobretudo quando pensamos nos dias de praia. Já há muito tempo que a ciência demonstrou isto mesmo: as nuvens apenas nos impedem de ver o sol e de sentir com tanta intensidade o seu calor, no entanto, não impedem que “ele nos veja a nós”, ou seja, que a radiação que ele emite chegue na mesma até à nossa pele, causando exatamente os mesmos efeitos nocivos do que em qualquer outra situação. Ou melhor, sendo mais correto, devo dizer que os seus efeitos em dias de nevoeiro podem até ser ainda mais graves, uma vez que parece haver uma tendência natural (e errada!) para o desleixo da proteção solar, numa espécie de “olhos que não veem, pele que não sente”. Mas é mentira! A pele sente e ressente-se. Por isso, a partir de hoje, lembre-se disto para si e para os seus: mesmo em dias de nevoeiro, é fundamental aplicar o protetor solar e adotar todas as restantes medidas de resguardo do sol – sobretudo quando falamos de crianças.

À SOMBRA DA BANANEIRA?

Seja da bananeira, do guarda-sol, da barraca… O importante é que aprenda a ler as sombras! Isso mesmo, ler as sombras. E olhe que isto é bem menos esotérico do que aquilo que possa parecer (embora, vistas bem as coisas, esta até seja, de facto, uma forma de ler o futuro, uma vez que, quando bem utilizadas, as sombras podem mesmo salvar a nossa pele). Como?! Eu explico: quanto maior é a sombra do nosso corpo, mais segura é a exposição ao sol, sendo esta segurança mais evidente quando a nossa sombra é maior do que nós próprios – uma vez que isto apenas acontece nos períodos do dia em que o sol não está a emitir radiação ultravioleta tão intensa (o que acontece geralmente antes das 11h da manhã e depois das 17h da tarde).

Assim sendo, “ler a sombra” permite-nos de forma prática ter uma ideia dos melhores momentos para nos expormos ao sol. E a regra é simples: “sombra aumentada, hora apropriada”, por um futuro mais risonho da nossa pele.

E permita-me deixar-lhe um último conselho: nesta altura do ano, estamos ainda com uma pele relativamente sensível, uma vez que ela não esteve exposta ao sol durante muitos meses, por isso, seja parcimonioso/a e não vá “com demasiada sede ao pote”: faça uma exposição solar lenta, gradual e progressiva, utilizando toda a proteção adequada e, já que falamos em sede, bebendo muita água ao longo do dia.

Eu prometi que este artigo ia ser escaldante… Foi ou não foi? Não?! Então faça o seguinte: ponha protetor solar, vá até à esplanada mais próxima e volte a lê-lo lá. Tenho a certeza que aí já me vai dar razão! Eu volto em julho para conferir isso mesmo, até lá cuide de si e mantenha-se de boa saúde.

 

Dr. Francisco Santos Coelho

Médico Interno de Medicina Geral e Familiar

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