Solar dos Magalhães recebe memórias de Amarante com assinatura de Siza Vieira

Solar dos Magalhães recebe memórias de Amarante com assinatura de Siza Vieira

O Centro Cultural de Amarante (CCA) abriu portas na noite de sexta-feira, 17 de maio, para a apresentação do projeto da recuperação do Solar de Magalhães pelo arquiteto Siza Vieira.

O presidente da Câmara Municipal de Amarante, José Luís Gaspar, deu as boas vindas a todos quanto encheram o auditório do CCA para esta apresentação começando por lembrar o tempo longo de espera por este projeto.

“Tudo o que diz respeito ao património tem um tempo doloroso desde que começa até terminar. São muitos os pareceres e estudos que têm de ser feitos para que a história não seja beliscada”, assegurou José Luís Gaspar.

Com cerca de dez anos desde o início deste projeto, o autarca garantiu ser “um honra recuperar um espaço tão emblemático de Amarante pelas mãos de tão prestigiado arquiteto, Siza Vieira”. Para o presidente do município de Amarante, ter uma obra com assinatura do arquiteto é “reconstruir o passado pensando no presente e no futuro”. Mais se aplica, uma vez que o Solar dos Magalhães bem no centro da cidade de Amarante irá reunir as memórias de Amarante, em história e património.

Siza Vieira entrou em palco para explicar todo o projeto para o Solar dos Magalhães garantindo que “dez anos é pouco tempo. Tenho obras com 40 anos em Itália e a última que fiz em território nacional durou 20 anos até à sua inauguração”.

O arquiteto com obras em todo o mundo fez uma pormenorizada explicação do projeto de recuperação do Solar de Magalhães e no final respondeu a questões dos presentes.

Siza Vieira disse ao Jornal A VERDADE que “foi fácil trabalhar com este município, não houve pressões para terminar o projeto, e sempre tiveram uma abertura de diálogo para o que íamos apresentando”.

O projeto apresentado não vai “beliscar” o património, no entanto o arquiteto admitiu que “não será nenhuma reconstrução. É um balanço de um projeto novo com as ruínas que não foram destruídas por inteiro. Não se vai apagar, nem queremos isso. A arquitetura, mesmo a mais imaginativa, tem uma base que é a história e nós não a vamos destruir, pelo contrário, é um equilíbrio entre a história e o que queremos trazer de novo. Sendo certo que a meta é sempre a mesma, a beleza, nós estamos nesse caminho”.

O arquiteto de 85 anos que já deixou marca na região do Tâmega e Sousa, vê agora mais um projeto em fase de decisão no que toca a contas para o município de Amarante. José Luís Gaspar mostrou-se confiante e disse que “passar no tribunal de contas não será difícil, estamos confiantes que até final deste ano podemos começar os trabalhos de obra”.

Presente nesta apresentação esteve também António Ponte, da Direção Regional de Cultura do Norte, que afirmou ser um projeto “dinâmico, para pessoas. Disse logo ao presidente da Câmara que não podíamos fazer mais um museu de peças, e foi unânime toda a conceção até agora. Estamos muito satisfeitos com o projeto”.

O centro de Amarante espera agora pelo início das obras que se prevê para o começo de 2020 e segundo António Ponte ganhará “uma nova centralidade turística e cultural para todo o território do norte do país”.

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