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Paredes: Sócio-gerente da “Wood One” e cúmplices ouvidos esta tarde em tribunal

Paredes: Sócio-gerente da “Wood One” e cúmplices ouvidos esta tarde em tribunal

Começaram a ser ouvidos esta tarde, no Tribunal de Marco de Canaveses, os sete detidos no âmbito da operação “Prazo Final”. Os arguidos, naturais dos concelhos de Paredes, Paços de Ferreira, Vila Nova de Gaia, Vila do Conde, Santa Maria da Feira e Matosinhos, são suspeitos de branqueamento, fraude fiscal qualificada, fraude na obtenção de subsídios e insolvência dolosa.

Manuel Luís Martins, sócio-gerente de uma sociedade comercial do ramo imobiliário, com sede em Lordelo, no concelho de Paredes, é o principal arguido. De acordo com informações obtidas no âmbito da investigação, o homem recorria a um esquema de faturação fraudulenta, contando para tal com a colaboração e participação de responsáveis de várias outras sociedades.

Este empresário, com a comparticipação principal de outros arguidos, terá orquestrado um plano que consistia em simular a aquisição de equipamentos ou máquinas industriais como novas, quando na verdade se tratava de equipamento usado, sendo o seu valor bastante inferior ao declarado nas faturas.

O grupo apresentou um projeto financiado junto do “Programa Portugal 2020”, dando uma aparência de normalidade às transações efetuadas e que sustentaram a emissão de faturação falsa no período que mediou, pelo menos, desde maio de 2015 a agosto de 2016. Conseguiram, assim, obter, através da Agência Para o Desenvolvimento e Coesão, um montante global de subsídios comunitários de cerca de três milhões e cem mil euros, valores que efetivamente receberam e dos quais se apropriaram, vindo a transferir tais valores para a sua esfera patrimonial, usando-os em proveito pessoal.

Foi ainda divulgado que Manuel Luís Martins, por si e/ou por interpostas pessoas, foi gerindo as suas empresas de forma ruinosa, culminando tais procedimentos com a insolvência da principal sociedade, que deixou um passivo de cerca de dez milhões de euros, sendo o Estado Português o mais prejudicado.

No decurso da operação policial, foram apreendidas várias viaturas automóveis, equipamentos informáticos, telemóveis e variada documentação de natureza contabilística e fiscal com interesse probatório.

A “Wood One” foi inaugurada em 2015, onde o sócio-gerente prometia remodelar o mobiliário do Vale do Sousa. A sociedade faliu em 2017, ano em que se iniciou a operação “Prazo Final, depois de uma denúncia anónima, que culminou esta quarta-feira com a detenção de Manuel Luís Martins, da mulher, do filho e mais quatro empresários no ramo mobiliário.

As medidas de coação aplicadas aos detidos ainda não foram tornadas publicas, estando neste momento a decorrer a audiência.

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