Detidos no concelho de Paredes e Paços de Ferreira por branqueamento e fraude fiscal qualificada

Detidos no concelho de Paredes e Paços de Ferreira por branqueamento e fraude fiscal qualificada

Cerca de 70 investigadores da Diretoria do Norte da Polícia Judiciária e inspetores tributários da Direção de Finanças do Porto da Autoridade Tributária, realizaram hoje, dia 15 de maio, 22 buscas domiciliárias e não domiciliárias, no âmbito de inquérito titulado pelo Ministério Público – DIAP de Paredes. Foram detidos sete indivíduos nos concelhos de Paredes, Paços de Ferreira, Vila Nova de Gaia, Vila do Conde, Santa Maria da Feira e Matosinhos.

Cinco homens e duas mulheres foram detidas pela presumível prática de crimes de branqueamento, fraude fiscal qualificada, fraude na obtenção de subsídio e insolvência dolosa. Segundo as informações obtidas no âmbito da investigação, o principal arguido, sócio-gerente de uma sociedade comercial do ramo do mobiliário, tinha um esquema criminoso que recorria a um esquema de faturação fraudulenta, contando para tal com a colaboração e participação de responsáveis de várias outras sociedades.

Apurou-se que este arguido, com a comparticipação principal de outros arguidos dentro da sua esfera familiar, orquestrou um plano que consistia em simular a aquisição de equipamentos ou máquinas industriais como novas, quando na verdade se tratava de equipamento usado, sendo o seu valor real bastante inferior ao declarado nas faturas.

O grupo apresentou um projeto financiado junto do “Programa Portugal 2020”, dando uma aparência de normalidade às transações efetuadas e que sustentaram a emissão de faturação falsa no período que mediou, pelo menos, desde maio de 2015 a agosto de 2016. Conseguiram, assim, obter, através da Agência Para o Desenvolvimento e Coesão, um montante global de subsídios comunitários de cerca de três milhões e cem mil euros, valores que efetivamente receberam e dos quais se apropriaram, vindo a transferir tais valores para a sua esfera patrimonial, usando-os em proveito pessoal.

Apurou-se ainda que o principal arguido, por si e/ou por interpostas pessoas, foi gerindo as suas empresas de forma ruinosa, culminando tais procedimentos com a insolvência da principal sociedade, que deixou um passivo de cerca de dez milhões de euros, sendo o Estado Português o mais prejudicado.

No decurso da operação policial, foram apreendidas várias viaturas automóveis, equipamentos informáticos e telemóveis e variada documentação de natureza contabilística e fiscal com interesse probatório.

Os detidos vão ser presentes à competente autoridade judiciária para primeiro interrogatório judicial e aplicação das medidas de coação tidas por adequadas.

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