Publicidade

banner-baiao-festas-700x259

Resende: Vereadora Maria José Dias a caminhar 233 quilómetros para chegar a Fátima

Resende: Vereadora Maria José Dias a caminhar 233 quilómetros para chegar a Fátima

Pelos caminhos que dão a Fátima, há um percurso que se assemelha a um mar. Um mar de gente que mergulha numa corrente de força e fé, para estarem diante da Nossa Senhora de Fátima, a 13 de maio.

São 15 pessoas que saíram de Resende e que estão, desde 5 de maio, a expressar a sua fé em cada passo que dão em frente. A devoção é muita no “Grupo de Peregrinos de Resende”, no qual faz parte a vereadora da câmara municipal, Maria José Dias.

Já se contam os dias que faltam para chegar e ignoram-se os quilómetros que já vão nos seus pés. Amanhã, dia 10, esperam avistar a “luz que guiou todo o percurso: o Santuário de Fátima”. Maria José Dias está ansiosa, porque sabe que está prestes a concluir o percurso que lhe dá alento para o resto do ano.

“Vim este ano porque tenho promessa, mas faço isto há 14 anos. Mesmo que não tivesse promessa, viria na mesma, porque preciso disto para me dar força para o resto do ano”, confessou a vereadora da câmara de Resende.

Maria José Dias percebeu, ao caminhar as 49 horas para concluir os 233 quilómetros que separam Resende ao Santuário, que “a força mental é muito maior do que a força física”. Foi isso que a fez entender que, por outra razão, provavelmente não seria capaz de caminhar cinco dias, com bolhas nos pés e dores musculares.

Para fomentar a motivação dos que percorrem as ruas do país rumo a Fátima, a vereadora colocou em palavras o que sentiu ao fazer esta viagem. O padre Marques Alvim, antigo padre de Resende, fez a música que ainda hoje se ouviu cantar pelo Grupo de Peregrinos de Resende, uma rotina diária.

Entoam cada nota e cada palavra “como se lhes saísse do coração”. Cantam para ganhar motivação e “por se identificarem com a letra”. É o hino deste grupo, de que tanto se orgulham. No hino, há referência a Resende, o que faz com que, sempre que o cantam, os outros grupos de peregrinação “já sabem quem vem lá atrás”. 

Além do hino, todos os dias rezam juntos o Terço, logo pela manhã. O dia começa perto das 5 horas da madrugada. Caminham várias horas após tomarem o pequeno-almoço e, pelo percurso, vão fazendo pausas para reporem energias.

O suor diário reflete, por um lado, o sacrifício inerente à caminhada e, por outro, que há fé, força, amizade e cooperação entre os peregrinos.

São cerca de 15 pessoas de Resende nesta luta, que contam com oito peregrinos “que já são experientes e muitos outros que se foram juntando, de novo, ao grupo”. Maria José Dias é “o carro vassoura” do grupo. Vai no fim dos elementos para ajudar os que têm mais debilidades físicas e que vão ficando mais afastados dos restantes. “Comigo ao fim, eles estão sempre acompanhados porque nós nunca abandonamos ninguém”, explicou.

Este ano, o calor não tem assombrado os dias dos peregrinos, o céu nublado está do lado dos que caminham, evitando a transpiração excessiva e, consequentemente, as bolhas e as roturas.

“Só os dias de chuva têm prejudicado, porque obriga a vestir as capas, e transpira-se muito”, salientou Maria José Dias, referindo que a caminhada está a terminar e, até à data, sem grandes percalços.

“Quando olhamos para a nossa senhora, a dor desaparece”

Amanhã, dia 10, este grupo prevê chegar a Fátima. É o culminar de todo o sacrifício e o esquecer de todas as mazelas acumuladas.

“Cada um vive de forma diferente o momento mas é muita emoção. Desaparece da dor e conseguimos superar tudo. O que verificamos é que se as pessoas forem incentivadas nem têm consciência da força mental que têm para superar a dor física”, frisou Maria José Dias.

Para a vereadora, é a força do sentimento vivido que faz com que, ano após ano, sejam cada vez mais pessoas no grupo.

Publicidade

banner-lousada-700x262

Deixar um comentário

O seu e-mail não será publicado. Campos obrigatórios marcados com um *

Cancelar resposta