Proteger a ‘Cereja de Resende’ foi motivo para uma demonstração de uma inovadora cobertura

Proteger a ‘Cereja de Resende’ foi motivo para uma demonstração de uma inovadora cobertura

O Grupo Operacional da Cereja de Resende (GO Cereja), promovido pela Dolmen, realizou no passado dia 29 de abril, uma ação de demonstração da cobertura de cerejeiras, em São João da Fontoura, no concelho de Resende.

Esta ação serviu para os produtores de cerejas de Resende, um dos principais impulsionadores da economia do concelho, ficassem a conhecer uma forma de proteger a sua produção, que muitas vezes é danificada pelo mau tempo.

Berta Gonçalves, do Centro de Investigação e Tecnologias Agroambientais e Biológicas (CITAB) da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), explicou que esta técnica de produção consiste em colocar redes de proteção contra a chuva e granizo. “Conseguimos ver que estas redes trazem benefícios, quer em termos de produtividade, quer em termos de qualidade”, sublinhou.

De acordo com a representante do CITAB esta será “uma alternativa” que os produtores vão ter de adotar. “Aquelas cerejeiras em que o produtor consegue maior rendimento terão de ser cobertas”, constatou.

Presente na ação esteve também Francisco Guedes, representante da sociedade Cermouros – Cerejas de São Martinho de Mouros, que referiu que esta cobertura, para além de criar um efeito estufa, permite com que a produção aconteça mais cedo. “Estamos numa região onde a cereja é mais precoce. E aquilo que notamos, desde o momento em que começamos a proteger a produção em 2017, é que conseguimos aumentar a precocidade e a quantidade, uma vez que a floração é feita num sistema quase perfeito”, considerou.

Para além da quantidade e da rapidez de produção, a cobertura das cerejeiras também termina com o rachar do fruto, o que acontecia devido às chuvas fortes que assolam o território no inverno.

Armindo Barbosa é produtor e garante que a sua cereja  “está cem por cento rachada, enquanto que esta que foi tapada, e que só apanhou um bocado de chuva, tem umas rachas pequenas”. De acordo com o produtor, o investimento, apesar de “muito caro”, acaba por “compensar”, uma vez que permite o aproveitamento da maior parte da colheita.

Deixar um comentário

O seu e-mail não será publicado. Campos obrigatórios marcados com um *

Cancelar resposta

Apoie o jornalismo de qualidade.
Faça uma doação para este projeto.