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Amarante: Produção de mel em foco em mais um Serão da Aldeia da Dolmen

Amarante: Produção de mel em foco em mais um Serão da Aldeia da Dolmen

No dia 24 de abril, Amarante acolheu o Serão da Aldeia, evento promovido pela Dolmen no âmbito do projeto “Economia Ativa no Douro Verde”.

Desta vez, o tema em análise foi a produção de mel, em particular a importância e o contributo que este produto representa para o desenvolvimento sustentável do Douro Verde no que respeita à economia, à sociedade e ao ambiente.

O certame teve início com uma visita à unidade de produção primária da Marão Mel – Apicultura, Lda.

Alexandre Vieira, gerente daquela empresa, deu a conhecer aos visitantes o método de trabalho e ferramentas utilizadas para o sucesso do negócio, que foi apoiado pela Dolmen. De seguida, abordou o potencial da região na produção de mel. “Esta é uma região rica em flores, pelo que a produção apícola tem potencial. A Apimarão está a criar condições para que os seus associados possam vender a sua produção para todo o mundo”, referiu Alexandre Vieira, que é também presidente da ApiMarão – Associação dos Apicultores da Serra do Marão.

Por sua vez, Alexandre Morais, apicultor da Quinta da Macieira, partilhou a sua experiência neste setor de atividade e destacou o papel da Dolmen para o sucesso da empresa, que registou um aumento exponencial em termos de produção. “Iniciei-me como apicultor há cerca de 35 anos com uma colmeia. A partir daí, fui sempre mantendo essa paixão pelas abelhas. Atualmente, com mais tempo disponível, estou com um efetivo de cerca de 200 colmeias, com uma produção de aproximadamente duas toneladas”, revelou satisfeito.

À visita àquelas instalações, seguiu-se o habitual jantar que encerra os Serões da Aldeia, o qual, desta feita, teve lugar no restaurante Adega Regional Quelha. Durante a refeição, houve lugar para diversas intervenções relacionadas com o tema em prol do qual se realizou a atividade.

Uma delas foi a de André Magalhães, vereador do município de Amarante, que destacou a relação da Dolmen com os apicultores do território Douro Verde, o qual diz possuir as caraterísticas necessárias para ser desenvolvido. “As áreas em que estamos a trabalhar têm um potencial para explorar muito grande. Cada vez mais, percebemos que a apicultura é um setor que deve ser valorizado e do qual temos de tirar proveito”, afirmou.

A Dolmen fez-se representar no evento por Pereira Cardoso, membro da administração, que salientou a importância dos Serões da Aldeia para promover “os diversos setores que podem contribuir para o desenvolvimento rural”.

Enquanto representante de uma entidade que aglomera sinergias importantes no crescimento e fortalecimento deste ramo de negócio, Tiago Moreira, da Associação de Apicultores do Cávado e Ave (APICAVE), destacou a formação dos apicultores como ponto chave para o desenvolvimento do setor. “Temos de dotar os nossos apicultores de competências técnicas para poderem, a cada altura, tomar decisões e conseguirem fazer o maneio correto das suas colmeias em termos sanitários e escolher os sítios para pôr os apiários. Só desta forma é que vamos continuar a ser apicultores”, considerou.

Durante a sessão, Ana Lírio, técnica municipal do InvesteAmarante, apresentou um projeto que objetiva a partilha de boas práticas para a produção de abelhas e dos produtos que delas advém. Ana Lírio revela que, numa primeira fase, o foco do projeto vai incidir diretamente sobre os produtores: “queremos ajudar os apicultores e trabalhar as problemáticas que tanto os preocupam, nomeadamente a vespa volutina”.

Porém, a ideia deste plano passa também por “trabalhar nas escolas” de forma a mudar a mentalidade dos mais novos em torno das abelhas. “A consciencialização é muito importante. Temos de passar às pessoas a importância das abelhas para a biodiversidade e polinização”, sublinhou a técnica, propondo ainda uma ideia para impulsionar o setor através do turismo: “temos serras magníficas, portanto, porque não criar uma Rota do Mel para que as pessoas de fora venham visitar os nossos apiários e fazer umas provas de degustação?”

O encontro contou ainda com a presença de Nazaret Cortina, uma das responsáveis pelo projeto Go Vespa. Esta parceria entre a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e a Dolmen visa apoiar os apicultores no combate à vespa velutina ao dar a conhecer o caminho efetuado pela espécie e estudar métodos para a eliminar. “Com este projeto, conseguimos criar um mapa e saber mais sobre a vespa asiática e depois, com o tempo, saber quando é melhor realizar a eliminação”, revelou.

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