Presidente de Celorico de Basto opõe-se à construção de três barragens do Tâmega

Presidente de Celorico de Basto opõe-se à construção de três barragens do Tâmega

Na passada quarta-feira, dia 16 de abril, João Pedro Matos Fernandes, ministro do Ambiente, anunciou no Parlamento que a barragem de Fridão, no rio Tâmega, não será construída.

Segundo o ministro, a decisão prende-se pelo alegado desinteresse por parte da EDP no projeto, desinteresse esse que faz com que as verbas relacionadas com este empreendimento não sejam restituídas à empresa.

Integrada há vários anos no Plano Nacional de Barragens, a construção da barragem de Fridão, que afetaria concelhos como Amarante e Celorico de Basto, foi suspensa pelo Governo no início da atual legislatura para ser reavaliada, prazo que terminou na semana passada.

Joaquim Mota e Silva, presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, mostrou-se indignado com este cancelamento, referindo que “não há qualquer estudo que justifique” a decisão. “Têm de haver obrigatoriamente estudos que comprovem que a água fluirá naturalmente no Rio Tâmega – e ninguém os fez”, contou ao Jornal A Verdade.

Dada a impossibilidade de construir a barragem de Fridão, o autarca manifestou a intenção de, “através dos meios legais”, “barrar” a construção das barragens de Daivões, Gouvens e Alto Tâmega: “ou se construíam todas, ou não se construía nenhuma”, afirmou.

Joaquim Mota e Silva revelou preocupação com a possibilidade de descargas e inundações causadas pela existência das três infraestruturas. “No verão, o caudal causará um dano irreparável. No inverno, o grande número de descargas feitas num curto espaço de tempo provocará cheias nas populações ribeirinhas”, alertou.

O autarca deixou ainda críticas aos ambientalistas que apoiaram a decisão do ministro do Ambiente. “Todos os ambientalistas que celebraram este anúncio, de ambientalistas, não têm nada! Celebram o cancelamento de uma, mas não se opõem à construção das outras”, desabafou.

Para finalizar, Joaquim Mota e Silva fez questão de reforçar a intenção de mobilizar todos os esforços necessários para “proteger o Rio Tâmega”. “Não estamos contra ninguém, mas sim a favor do Rio Tâmega – e isso devia mover toda a gente”, rematou.

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