Debate em Marco de Canaveses discutiu a “Democracia e a Geração Millenials”

Debate em Marco de Canaveses discutiu a “Democracia e a Geração Millenials”

O Auditório da Junta de Freguesia de Alpendorada, Várzea e Torrão, em Marco de Canaveses, recebeu na noite desta quarta-feira, um debate sobre “Democracia e Geração Millenials”.

Organizada pela Associação dos Amigos do Concelho de Marco de Canaveses, esta iniciativa contou com a moderação de Fernando Couto Ribeiro e com a participação de Cristina Vieira, presidente da Câmara Municipal de Marco de Canaveses, de Paulo Sousa, escritor, e de Rui Nunes, professor da Universidade do Porto.

Como representante “millenial”, Paulo Sousa afirmou que a maior preocupação da sua geração é “o emprego”, recordando que os jovens “querem a sua independência. Apesar de não sermos tão materialistas, queremos uma casa e não é o salário mínimo que nos dá essa possibilidade”.

O jovem defende que o “mundo seria melhor” se na sua totalidade se permitisse “que toda a gente tivesse os mesmos direitos”, garantindo que a melhor arma é “a educação, algo que deveria ser universal”.

Por sua vez, Rui Nunes afirmou que “não tem preço a possibilidade de cada um exercer a sua liberdade de escolha, de convicção”, defendendo a importância da democracia na vida dos jovens. “A democracia traduz-se em bem estar, somos mais felizes que as pessoas que vivem em regimes não democráticos”, frisou.

No entanto acredita que “há muitos desafios pela frente” e que os jovens devem estar atentos aos “perigos”. “A democracia é o melhor sistema, mesmo com todas as fragilidades que tem”, acrescentou.

O professor referiu ainda que os jovens “têm descrédito nos partidos políticos e não na política”, classificando-se como um defensor das eleições primárias, “quem gosta de política mas não gosta de partidos, poderia participar”.

A presidente da Câmara Municipal de Marco de Canaveses, Cristina Vieira, expôs a sua posição como representante de um órgão autárquico. “É um desafio muito interessante saber como chamar os jovens para a vida política. Eles não se identificam e a responsabilidade não é só deles”, disse.

Segundo a presidente, torna-se importante “captar a sua atenção”, porque estes jovens, até 2025, serão “75% da mão-de-obra do país”, referindo que a Câmara do Marco de Canaveses “tem algumas estratégias” para chamar os jovens para a vida política.

No que respeita à participação em atos eleitorais, Cristina Vieira disse acreditar que nas eleições autárquicas “os eleitores votam nas pessoas e não tanto nos partidos”, e defendeu que “as autarquias conseguem fazer mais e melhor do que o Governo Central, com as suas políticas de proximidade”.

Em jeito de balanço, o presidente da Associação dos Amigos do Marco, António Ferreira, afirmou que o “debate em si foi do agrado de todos, foi participado e teve dinâmica”. O dirigente considerou a iniciativa construtiva, apesar da “adesão não ter sido a esperada”.

O organizador relembrou que esta foi a primeira vez que a associação “saiu da sua zona de conforto”, do centro da cidade do Marco. “Arriscamos a ir a Alpendorada. As entidades locais apoiaram a ideia e deixaram-nos as portas abertas para voltar. O caminho terá de ser por aqui”, sublinhou.

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