Greve de motoristas coloca o país em “situação de alerta” até à Pascoa

Greve de motoristas coloca o país em “situação de alerta” até à Pascoa

Foi publicado em Diário da República um despacho que coloca o país em “situação de alerta” devido à greve dos trabalhadores motoristas que tem dificultado o abastecimento de combustíveis e que já afeta todo o país, inclusive a região do Tâmega e Sousa.

Nesse sentido, até ao dia de Páscoa, dia 21 de abril, o abastecimento poderá estar condicionado. O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse ontem, em declarações à SIC, que teme que a tradição de visitar a família em época pascal esteja condiciona devido à greve. Pediu também  ao Governo que tente solucionar o problema com a maior brevidade possível.

Com este despacho emitido,  por parte do ministro da Administração Interna, Eduardo Arménio do Nascimento Cabrita, reconhecendo a situação de “crise energética”. Desta forma, ficaram definidas algumas obrigações dos motoristas que se encontram em greve.

Entre elas está o “abastecimento de combustíveis aos postos de abastecimento da Grande Lisboa e do Grande Porto, tendo por referência 40 % das operações asseguradas em dias em que não haja greve”. Torna-se também prioritário o abastecimento de combustíveis em “ hospitais, bases aéreas, bombeiros, portos e aeroportos”.

Além disso, como medidas preventivas, o despacho declara que foi elevado o grau de prontidão e resposta operacional “por parte das forças e serviços de segurança e de todos os agentes de proteção civil”; Os portadores de carta de condução de veículos pesados com averbamento de todas as classes de ADR podem ser convocados, inclusive os que acumulem funções como bombeiro voluntário; “Convocação das empresas e dos trabalhadores dos setores público e privado que estejam habilitados a apoiar as operações de abastecimento de combustíveis necessárias”.

Quem são e o que querem os motoristas em greve?

São mil sócios que integram a estrutura sindical que está em greve. Liderada por Francisco São Bento, o “Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas” visa defender os direitos dos trabalhadores que lidam com matérias perigosas.

Esta estrutura entrou em greve e já são três mil os postos de abastecimento de combustível afetados em todo o país, em menos de 24 horas. Os avisos foram fixados mas nem o Governo deu conta de que tal greve tivesse tal impacto no dia-a-dia da população.

Os motoristas reivindicam melhores condições salariais e de trabalho. Como lidam com matérias perigosas, estão a solicitar ao governo o reconhecimento da sua categoria como de profissional específico, tendo em conta que, para exercerem, é obrigatória uma formação ao formações ao nível da condução em condições de risco e do manuseamento de matérias perigosas.

Além disso, reclamam que o seu salário base seja de 630 euros, enquanto a associação patronal ANTRAM (associação dos empregadores do setor) é superior a 1400 euros. Explicam também que estão a trabalhar entre 15 e 18 horas por dia e que já esgotaram as 200 horas suplementares por ano e ainda estão no mês de abril.

Na noite desta terça-feira, dia 16 de abril, o Governo reuniu com o sindicato mas não chegaram a acordo tendo, por isso, declarado “situação de alerta”.

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