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“O melhor Pão de Ló de Portugal” para esta Páscoa está na Primor, em Marco de Canaveses

“O melhor Pão de Ló de Portugal” para esta Páscoa está na Primor, em Marco de Canaveses

Páscoa significa por estes dias “muito trabalho”, quem o assume é Maria Júlia Pereira, a atual gerente do “Melhor Pão de Ló de Portugal”.

A distinção aconteceu após a VI edição do concurso “Melhor Folar e Pão-de-Ló”, organizado pela Associação de Comércio da Indústria e Panificação, na Anadia. O Pão de Ló da Confeitaria Primor, de Marco de Canaveses é por isso o melhor de 2019.

Maria Júlia Pereira e o irmão Luís Alberto Pereira são a quarta geração de uma família com tradição nos doces. “Já a minha visavó fazia o pão de ló, mas as minhas memórias são com a minha avó Augusta Taveira”, assume a neta que se lembra de olhar para a casa antiga da família e ver a avó com muito brio adornar as cestas de vime com as melhores toalhas para transportar os muitos pães de ló que ali se vendiam.

E a receita foi passando de geração em geração. Não só do pão de ló mas também das cavacas. “Poucos marcoenses não se devem lembrar de ver a minha mãe oferecer cavacas aos mais pequenos nas festas”, avança Maria Júlia. E, certo é, que a Confeitaria Primor tem tradição de estar presente nas “feiras do Marco” e há vários anos junto à Ponte de Canaveses, com o melhor dos doces tradicionais, confecionados desde sempre a partir da rua de S. Nicolau, agora freguesia do Marco.

O segredo dos doces não é revelado, mas Maria Júlia garante que “fazer à moda antiga mantém os sabores originais, tem de ser amassado à mão. É preciso ter força e engenho”. Ovos, açúcar e farinha são ingredientes primordiais para os doces que saem da Confeitaria Primor e Luís Alberto, doceiro, diz que “não se pode alterar. Os pós que agora usam industrialmente tiram o sabor do antigamente”. E por isso muitas são as centenas de ovos que separam todos os dias, mais nesta altura de festa, para poderem dar resposta às imensas encomendas.

“São mais de 200kg de cavacas e mais de duas centenas de fornadas de pão de ló”, garante o doceiro que para além destes doces ainda se dedica às miniaturas de côco e o tradicional Pão Podre.

Nesta altura da Páscoa são, então, muitas as encomendas, mas ao longo do ano o trabalho mantém-se. Há feiras para fazer e festas como as conhecidas festas do Castelinho, do Marco, da Livração entre outras da região que não passam sem “as cavacas da Sãozinha”, mãe de Maria Júlia e Luís Alberto que apesar de já não estar presente fisicamente, está na memória de tantos festeiros.

A Confeitaria Primor vai seguindo de geração em geração, mantendo as receitas e os sabores originais.

Publireportagem

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