Amarante: Pão de Ló e Beijinhos de Amor à mesa da Páscoa desde 1841

Amarante: Pão de Ló e Beijinhos de Amor à mesa da Páscoa desde 1841

A tradição do Pão de Ló tem séculos e é bem aqui na região que encontramos doçaria tradicional desde 1841. Trata-se da Casa Lemos que vai já na quarta geração.

Um espaço de fabrico de doces tradicionais que poucos por cá devem desconhecer. Pela região, pelo país e além fronteiras, não fosse a Casa Lemos um negócio que leva o melhor da doçaria tradicional pelas maiores feiras/festas.

A madrinha da visavó dos atuais proprietários começou a “arte” do Pão de Ló em 1841, deixando para a afilhada o início daquele que viria a ser um dos negócios maiores da família. De geração em geração a casa foi crescendo e os produtos tradicionais aparecendo na banca.

O Pão de Ló “só com gemas, farinha e açúcar” no forno a lenha mantêm-se e os Beijinhos de Amor surgem também para “adoçar” os clientes. De massa fofa envolta em calda de açúcar não há quem lhes resista, e são milhares a sair por dia do fabrico.

A quarta geração está nas mãos dos três irmãos: Lasalete, Paulo e José Lemos. “Doceiros, não somos pasteleiros”, afirmou orgulhoso José Lemos sobre o irmão que nesta altura da Páscoa não tem “mãos a medir para tanta encomenda”. A equipa ao longo do ano é composta por 30 pessoas, nas alturas festivas “dobra-se o pessoal”, adianta Paulo Lemos.

Nem sempre foi assim, a evolução do negócio aconteceu pelas mãos do pai “e da economia nacional que proporcionou os investimentos de muitos anos de esforço possível.  Agora é manter a tradição e o negócio. Nem sempre é fácil”, explicou, adiantando que “o mais difícil cada vez mais é encontrar matéria prima de qualidade”.

É que o fabrico destes doces chega a todo o país, quer pela distribuição direta quer pela indireta numa rede vasta de vendedores. Não vai há muito tempo que uma cadeia de hipermercados desafiou a Casa Lemos a colocar os seus produtos nas superfícies comerciais. “A venda é nossa por forma a não decorar nem do produto nem da nossa forma de vender. É tal e qual nos encontram nas feiras e festas”, garantiu José Lemos.

Na trovoada, freguesia de Travanca, Amarante desde 1841 mantém-se a venda ao público agora num espaço renovado e moderno. No entanto, “há coisas que não mudam. Mantemos a tradição no fabrico e por isso a mão de obra é o segredo para a qualidade do nosso produto”, afirma José Lemos que orgulhosamente esclarece que os fornos são aquecidos a lenha “para mantermos o sabor de sempre”. E mantém-se o sabor também com o uso dos ovos. Durante todo o ano há um funcionário que passa os dias a partir as dezenas de dúzias de ovos.

Na fábrica por estes dias a azáfama é muita. As encomendas de Pão de Ló e Beijinhos de Amor fazem dobrar a equipa. São toneladas de doces que se preparam para levar o melhor dos doces tradicionais desta casa a todo o país. E a curiosidade sobre uma casa centenária é muita e todos querem saber como se faz. Resultado disso são os pedidos das escolas e grupos de turistas que querem conhecer as tradições e o fabrico. É o caso das atividades de tempos livres para as férias da Páscoa desenvolvidos pelo Jardim de Infância da Aparecida, Lousada, que visitou as instalações e deixou cerca de 20 crianças entusiasmadas com “tanto doce”.

No Lounge Café, que serve de suporte para venda direta dos doces tradicionais, a montra está a ser reposta. “Todos os dias saem doces, os nossos clientes sabem que são sempre fresquinhos e não resistem”, avançou a irmã mais velha do clã Lemos.

O Pão de Ló tem destaque na montra e os Beijinhos de Amor adornam o balcão que vemos assim que entramos no café. Mas há mais: o doce da Teixeira, o Pão Doce e o Doce Sortido Fino que diariamente saem dos fornos desta casa centenária que continua a adoçar “a boca” de quem passa pelos estabelecimentos da região ou em qualquer feira/festa do país.

 

Publireportagem

Deixar um comentário

O seu e-mail não será publicado. Campos obrigatórios marcados com um *

Cancelar resposta

Apoie o jornalismo de qualidade.
Faça uma doação para este projeto.