Penafiel: “Tarde inesquecível” para Marcelo Rebelo de Sousa nos 25 anos da A.D. Figueira

Penafiel: “Tarde inesquecível” para Marcelo Rebelo de Sousa nos 25 anos da A.D. Figueira

Há 25 anos nascia em Figueira, a mais pequena freguesia do Distrito do Porto, a Associação Para o Desenvolvimento de Figueira, no concelho de Penafiel. Hoje a designação é Lagares e Figueira, freguesia que esteve em festa com a celebração das bodas de prata da instituição.

A associação que “nasceu devagarinho” começou por oferecer serviço de ATL, Centro de Dia e Centro de Convívio, passando para o Apoio Domiciliário para Idosos. Foi a primeira instituição a criar uma casa de abrigo para vítimas de violência doméstica e, hoje em dia, conta com um Lar Residencial para Idosos e com uma Unidade de Cuidados Continuados.

Entre direção, colaboradores, utentes e amigos, o evento contou com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

O primeiro a tomar da palavra foi António Lobo Xavier, presidente da Assembleia Geral da Associação para o Desenvolvimento de Figueira e Conselheiro de Estado, tendo sido o responsável pela visita do Presidente da República a Penafiel. Lobo Xavier referiu que esta foi uma obra “feita sem escala” recordando o baixo número de habitantes da freguesia de Figueira.

“É possível fazer coisas desde que se reúnam os ingredientes que estiveram nesta receita. A dedicação do povo e o coração das pessoas foi fundamental”, sublinhou o presidente da Assembleia Geral.

António Lobo Xavier recordou a importância da presença de Marcelo Rebelo de Sousa, que considera que “dá uma coragem enorme e um incentivo para os próximos 25 anos”.

Tomando da palavra o presidente da associação, Ângelo Guedes, afirmou que todas as atividades que a associação faz são possíveis por diversos motivos, destacando o empenho da população de Figueira, o trabalho de qualidade das pessoas que fazem parte dos órgãos sociais e o esforço dos colaboradores da instituição.

O dirigente sublinhou a necessidade de “refletir e alertar para as dificuldades que estão a ser criadas nas associações IPSS”, recordando que a Associação para o Desenvolvimento de Figueira, já “trabalhava a violência doméstica, muito antes do palco mediático que os últimos crimes têm trazido à opinião pública”, apelando à atualização dos acordos com a segurança social, que permanecem iguais “desde a sua abertura há mais de 14 anos”.

Dirigindo-se a Marcelo Rebelo de Sousa, Ângelo Guedes, garantiu que conta com a sua ajuda “para que se possa dar conhecimento aos mais altos responsáveis desta situação”.

“É com muito orgulho, força e determinação que olhamos para o nosso futuro”, concluiu o presidente da associação.

Também presidente nas comemorações dos 25 anos, Antonino de Sousa, presidente da Câmara Municipal de Penafiel, enalteceu o trabalho dos criadores da instituição. “Estes nossos concidadãos que fundaram há 25 anos, a Associação de Desenvolvimento da Figueira, merecem a nossa consideração e o nosso respeito”, acrescentando que esta visita do Presidente da República “constitui um reconhecimento deste trabalho desenvolvido na área social pela nossa associação”.

O último a tomar da palavra foi Marcelo Rebelo de Sousa, que iniciou o seu discurso classificando a tarde como “inesquecível”. Dirigindo-se ao presidente da associação, o representante máximo do Estado, afirmou que a “segurança social faz o que pode e o que não pode em muitos domínios”, acrescentando que percebe que as associações esperariam um apoio maior do domínio da saúde e da segurança social.

“A obra que aqui é desenvolvida, e muitas outras obras por todo o país, defrontam-se com desafios financeiros, técnicos, materiais, e às vezes humanos. Precisam de uma atenção, de um apoio, de uma solicitude ainda maior”, esperando que há medida que o país se afasta da crise “seja possível olhar com maior atenção para estas instituições”.

Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que sabe o que é fazer 25 anos de uma obra como esta. “Eu sei o que é criar uma obra como esta, sonha-se e depois é um ano, são 10 anos, são 15 anos, para pôr de pé, para ter o arranque, para criar os alicerces, para fazer crescer a obra, para manter”, salientando que atingir 25 anos “significa muito trabalho, sacrifício e dedicação”.

“Eu dou o valor a estes 25 anos, porque sei o que custa criar esta obra e atingir este patamar”, concluiu Marcelo Rebelo de Sousa.

A instituição recebeu com entusiasmo e alegria o presidente “dos afetos” que não se negou a abraços e beijinhos, tão característicos do seu mandato.

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