Redução das tarifas dos transportes públicos coletivos no Tâmega e Sousa com efeitos a partir de maio

Redução das tarifas dos transportes públicos coletivos no Tâmega e Sousa com efeitos a partir de maio

A Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa (CIM-TS) já definiu os critérios a aplicar nas redes de transporte público coletivo e que têm como objetivo a redução das tarifas na região.

A medida, segundo nota da CIM do Tâmega e Sousa, resulta na sequência da atribuição de 1.8 milhões de euros por parte do Estado Português, através do Programa de Apoio à Redução Tarifária (PART).

Para além de um maior investimento na redução das tarifas (cerca de 60% da verba atribuída), os restantes 40% terão como objetivo financiar o aumento da oferta de serviço e a extensão da rede.

“Esta é uma medida fundamental para a coesão territorial no Tâmega e Sousa”, referiu a este propósito Telmo Pinto, secretário-geral da CIM Tâmega e Sousa, ao Jornal A VERDADE. O responsável indicou ainda que durante o mês de maio o processo estará em condições de iniciar, e seguir-se-á uma experiência-piloto que durará cerca de um ano.

Quatro medidas a implementar

São quatro as medidas definidas pela CIM do Tâmega e Sousa, duas delas destinadas ao financiamento de ações que promovam a redução tarifária nos transportes públicos coletivos e duas para o aumento da oferta de serviço e para extensão da rede. Estas ações deverão começar a produzir efeito a partir do próximo dia 1 de maio.

Uma das medidas é a criação de um bilhete “Passe CIM do Tâmega e Sousa”, tendo sido definidos valores máximos para cada passe. Os Urbanos não podem custar mais de 20 euros, os Municipais até 30 euros e os intermunicipais/ inter-regionais não poderão ultrapassar os 40 euros. A outra medida passa pela criação de um lote de 10 bilhetes pré-comprados com redução tarifária de 50%.

Desta forma, os habitantes de Amarante, Baião, Castelo de Paiva, Celorico de Basto, Cinfães, Felgueiras, Lousada, Marco de Canaveses, Paços de Ferreira, Penafiel e Resende, usufruirão de passes com valores iguais aos novos títulos das Áreas Metropolitanas do Porto e de Lisboa,

“O objetivo é que quem more em Paços de Ferreira ou em Resende tenha as mesmas condições no acesso à rede de transportes públicos”, indicou Telmo Pinto, que destacou ainda que este será um fator de atratividade para que mais pessoas se fixem na região do Tâmega e Sousa.

Relativamente ao aumento da oferta de serviço e para extensão da rede, a primeira ação será a criação de um projeto-piloto com a designação “Rede Tâmega e Sousa – PART”, que terá como objetivo criar uma rede de transportes entre as sedes dos 11 municípios integram esta comunidade e o Hospital Padre Américo, em Penafiel, considerado “grande polo gerador de viagens”

De acordo com a nota da CIM-TS, pretende-se com este projeto “garantir viagens mais cómodas, com velocidades comerciais mais altas e com frequências adequadas aos períodos de ponta, quer dos dias úteis, quer do fim de semana e do período escolar e não escolar”. O circuito de transportes coletivos incluirá ainda a passagem pelas estações da Linha do Douro, que atravessa a região, e que terá disponível em breve os comboios elétricos até Marco de Canaveses.

Para o último trimestre deste ano, deverá ser implementada a infraestrutura técnica de gestão, que terá como meta a criação de uma rede de transporte a pedido.

De salientar que no ano de 2017 a CIM do Tâmega e Sousa constituiu-se como Autoridade de Transportes, passando a assumir as atribuições legais da gestão das carreiras de transporte público de passageiros nos 11 municípios que a integram, bem como nas carreiras regionais que cruzam a região.

Vitor Almeida
ADMINISTRATOR
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