Biblioteca de Paredes encheu para a palestra “Política no Feminino”

Biblioteca de Paredes encheu para a palestra “Política no Feminino”

Na sexta-feira passada, dia 8 de março, assinalou-se o Dia Internacional da Mulher pelos quatro cantos do mundo. A Biblioteca Municipal de Paredes não foi exceção, tendo acolhido a palestra “Política no Feminino”, organizada pela Comissão Política do CDS de Paredes.

No evento, estiveram presentes Catarina Araújo, vereadora da Câmara Municipal do Porto, Andreia Neto, vereadora da Câmara Municipal de Santo Tirso e deputada do PSD, e Ana Raquel Coelho, vice-presidente do CDS de Paredes.

Nas respetivas intervenções, as oradoras falaram das dificuldades por elas sentidas no decorrer dos seus percursos profissionais e políticos. A par deste, foram também abordados temas como a violência doméstica, o papel da mulher na esfera política, a conciliação entre a vida profissional e familiar e a descriminação com que as mulheres se deparam ainda no quotidiano.

“A igualdade de género é uma questão de direitos humanos”, começou por dizer Catarina Araújo, acrescentando que “alcançá-la é um trabalho e curso e constitui um dos grandes desafios do mundo atual”.

Na sua intervenção, a autarca mencionou o Fórum Económico Mundial ocorrido recentemente em Davos,  no qual se chegou à conclusão de que “mais depressa se esbate a diferença entre a computação artificial e o pensamento humano do que o ‘gap’ entre homens e mulheres”. Catarina Araújo revelou ainda que, segundo o último relatório levado a cabo por aquela entidade, “a lacuna global entre os géneros não se fechará por mais de 108 anos e serão necessários mais de 200 anos para eliminar as diferenças no local de trabalho”.

Após partilhar as preocupações levantadas pela oradora anterior, Andreia Neto expôs as dificuldades sentidas nos primeiros tempos que passou na Assembleia da República. “Olhavam para mim de lado por ter apenas 30 anos, mas, sobretudo, por ser mulher”, lamentou.

Por sua vez, Ana Raquel Coelho sublinhou a importância de debater esta temática como forma de atenuar as desigualdades entre géneros. “É muito importante organizar debates desta natureza, porque apenas assim podemos travar a desigualdade entre homens e mulheres e promover a igualdade, tanto na vida política, como na profissional, mas também na pessoal”, concluiu.

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