2015-2018: Desemprego caiu em todos os municípios do Tâmega e Sousa

2015-2018: Desemprego caiu em todos os municípios do Tâmega e Sousa

Os onze municípios da região do Tâmega e Sousa e ainda o município de Paredes viram diminuir o número de população desempregada. Em três anos (2015-2018), verificou-se uma diminuição de 13.840 desempregados, segundo dados divulgados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) ao Jornal A VERDADE. Ainda assim, a região somava no fim do ano passado 20.595 desempregados, ou seja, 4,3% da população existente nestes 12 municípios (476.769 habitantes).

Paredes foi o município da região que conseguiu baixar mais a sua taxa de desemprego entre 2015 e 2018, com quase três mil pessoas a encontrarem um emprego. Ainda assim, este concelho que agora integra a Área Metropolitana do Porto encontra-se em quinto lugar dos concelhos da região que registaram menor percentagem de desempregados em 2018, com 4,08% da população sem posto de trabalho.

Penafiel era o município que possuía maior percentagem de desemprego no Tâmega e Sousa até ao passado mês de dezembro, com 6,83%, embora tenha conseguido diminuir em cerca de dois mil desempregados no concelho em três anos, sendo o segundo a alcançar maior diminuição de pessoas sem emprego.

Felgueiras é a antítese de Penafiel, visto que em 2018 (dados mais recentes do IEFP) era o município com menos desemprego do Tâmega e Sousa, com uma percentagem de desemprego de 3,27%. A ocupar os primeiros lugares da tabela está também Lousada, Paços de Ferreira e Cinfães, tal como ilustra o gráfico abaixo apresentado.

Além de Paredes e Penafiel, também Marco de Canaveses e Paços de Ferreira – que já registava os números mais baixos de desemprego da região – conseguiram ser os municípios que viram o seu número de desempregados diminuir de forma mais acentuada.

Celorico de Basto foi o concelho que menos diminuiu o seu número de desempregados e regista uma taxa de desemprego de 4,51% em 2018, colocando-se em sétimo lugar de entre os 12 municípios analisados no que respeita a este indicador social.

No entanto, importa salientar que o número de desempregados varia consoante o município do Tâmega e Sousa em questão, sendo que para esta percentagem contam indicadores como o número total de desempregados face ao número total de população total dos municípios. Os cálculos da percentagem de desemprego face a 2018 foram efetuados tendo em conta o número de população total segundo dados do PORDATA referentes a 2017 (dados mais recentes disponibilizados sobre a densidade populacional).

 

Há mais mulheres desempregadas em todos os municípios

A desigualdade de género é uma realidade no que concerne ao desemprego. Há um maior número de mulheres desempregadas em todos os municípios da região face ao número de homens. Tendência esta que poderá ser justificada com o quadro migratório do Tâmega e Sousa que, segundo o PORDATA, são os homens quem mais emigram em Portugal. Recorde-se que o Tâmega e Sousa registou um saldo migratório (diferença entre o número de imigrantes e emigrantes) de cerca de 78% em 2018.

Em 2015, Paços de Ferreira era o município que registava um maior número entre homens e mulheres, com mais 677 mulheres desempregadas face ao homens, passando de 979 desempregados do sexo masculino para 1.656 do sexo feminino. Marco de Canaveses ocupa o segundo lugar de maior diferença de género em 2015, com 636 pessoas a marcarem a diferença de género.

 

Celorico de Basto contabilizou apenas mais oito mulheres face ao número de desempregados homens (de 526 homens para 518 mulheres). Segue-se Felgueiras (mais 44 mulheres do que homens desempregados) e Cinfães (com 46 mulheres a marcarem a diferença numeral).

 

Esta realidade alterou-se em 2018. Marco de Canaveses subiu ao pódio, com 1.688 mulheres desempregadas face aos 762 homens inscritos no Centro de Emprego. Segue-se, na sequência desta realidade por género, Penafiel (com uma diferença de 808), Paredes (645) e Amarante (612).

O município mais igualitário em 2018 foi Resende, com uma diferença por género de 134, seguido de Celorico de Basto e Cinfães, ambos com mais 139 mulheres desempregadas face ao número de homens na mesma situação profissional.

Nível de escolaridade

De entre os desempregados, encontram-se os que têm nível de escolaridade do 1.º ciclo do ensino básico. Amarante e Penafiel são os municípios que possuem mais pessoas com nível de Ensino Superior (entre licenciados, mestrados e doutorados) em situação de desemprego mas, segundo dados do PORDATA, são dos municípios que mais pessoas com nível de escolaridade elevada tem. Amarante, já em 2011, possuía 4017 mil pessoas com o Ensino Superior e, Penafiel,  4075 mil.

Segundo dados divulgados pelo site de estatística, em 2011 (último ano disponível para consulta) havia 358.764 habitantes do Tâmega e Sousa, 44.538 destes não possuíam qualquer nível de escolaridade. Cerca de 120 mil pessoas viram concluído o 1.º ciclo do ensino básico, 63.919 o 2.º ciclo e 66.114 no 3.º ciclo.

No que respeita ao ensino secundário, 39.397 pessoas da região concluíram este grau de ensino e 22.196 o Ensino Superior.

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