Nova Estação de Triagem de Lustosa, em Lousada, inaugurada ontem

Nova Estação de Triagem de Lustosa, em Lousada, inaugurada ontem

Na tarde desta sexta-feira, pelas 15h30, foi inaugurado o Centro de Triagem de Lustosa, em Lousada. No evento, para além de diversas entidades associadas à Ambisousa, estiveram presentes o Ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes, e o Secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins.

O centro de triagem ontem inaugurado, que obrigou a um investimento de cinco milhões de euros, surge no âmbito da candidatura efetuada em 2016 ao programa PERSU 2020.

A antiga Estação de Triagem de Lustosa, construída em 1999/2000, foi completamente demolida. As novas instalações, cuja área coberta foi aumentada praticamente para o dobro, estão equipadas com a mais recente tecnologia automatizada de separação de resíduos. De ora em diante, este espaço tratará resíduos de plástico, metal e embalagens, enquanto que a nova triagem de Penafiel – que se encontra em fase de acabamento – tratará apenas papel e papel-cartão.

Este novo espaço é gerido pela Ambisousa, empresa que tem como base a área geográfica do Vale do Sousa, servindo um conjunto de seis municípios: Castelo de Paiva, Felgueiras, Lousada, Paços de Ferreira, Paredes e Penafiel. O tratamento de resíduos é feito nos dois aterros sanitários que a companhia explora: as estações de triagem de Lustosa e de Penafiel.

Na qualidade de anfitrião, Pedro Machado, presidente da Câmara Municipal de Lousada, deu início à cerimónia. De seguida, Antonino de Sousa dirigiu-se aos presentes como presidente do conselho de administração da Ambisousa, seguindo-se Humberto Brito, presidente da Associação de Municípios do Vale do Sousa – Valsousa.

O derradeiro discurso pertenceu ao ministro João Pedro Matos Fernandes, que considerou vital “separar cada vez mais os resíduos para poder dar-lhes um outro valor”. E, se a nova estação de triagem é importante para essa finalidade, mais importante ainda é que cada pessoa faça a separação na sua própria casa. “Basta fazer centrais de triagem? Não! As centrais de triagem são absolutamente fundamentais, sendo que o ideal é que a triagem seja feita na pequena central, que é a cozinha de cada um de nós. Essa é a primeira central de triagem”, sublinhou.

Nesse sentido, o governante deu ênfase à importância de consciencializar a população relativamente a essa prática, a qual inclui “trazer o menos número de embalagens descartáveis para casa”. “Temos de ser nós, em primeiro lugar, a percebermos que cada embalagem que temos em nossa casa é da nossa responsabilidade e não da autarquia”, referiu.

João Pedro Matos Fernandes destacou também o esforço “muito significativo” que a região tem feito em prol da sustentabilidade ambiental. “A Ambisousa e o Vale do Sousa, no contexto da gestão dos resíduos, não são um espaço qualquer. Foram um dos primeiros a apostar em conjunto”, revelou.

Para finalizar, o ministro sublinhou a importância de Portugal – e a região do Vale do Sousa em particular – continuar a procurar estar na vanguarda do tratamento de resíduos. “É fundamental continuar a estar na linha da frente. Al Gore referiu que Portugal foi o primeiro país do mundo a completar um roteiro de neutralidade carbónica. E isso é razão para estar à espera dos outros? Não, de forma alguma! É razão para continuarmos a estar à frente dos outros e, com isso, termos um papel socialmente relevante no mundo”, afirmou.

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