Castelo de Paiva: Restaurantes não têm “mãos a medir” em Festival da Lampreia e do Sável

Castelo de Paiva: Restaurantes não têm “mãos a medir” em Festival da Lampreia e do Sável

O Festival da Lampreia e do Sável de Castelo de Paiva já arrancou. O sol abrilhantou o festival e a adesão tem sido superior à dos anos anteriores. O sável e a lampreia são confecionados por dois restaurantes do concelho que não têm tido “mãos a medir”. Localizado no Cais de Boure, em Sardoura, a tenda gigante que acolhe até domingo, dia 10 de março, conta com dois restaurantes, os vinhos verdes da região e o artesanato.

“Atividades como esta trazem sempre mais visitantes ao território e esta é uma altura baixa do ano a nível de turismo e, neste sentido, ajuda Castelo de Paiva a melhorar a economia relacionada com este setor”, disse a vereadora do turismo, Paula  Melo. Explica que a câmara, organizadora do evento, tentou fazer melhorias e alterações este ano, como abrir as portas do recinto um dia mais cedo.

A tarde deste sábado ficou marcada pela presença do enólogo Jorge Sousa Pinto, enólogo da maioria das quintas de paivenses, que fez uma prova de vinhos e ensinou a degustá-los. O número de eventos que relacionam o vinho a gastronomia e o artesanato têm sido uma aposta e que, segundo a vereadora, têm impulsionado o turismo. Este fim de semana vários hotéis locais estão esgotados. Este é um trabalho “em rede” em que “a câmara promove estas iniciativas e as unidades hoteleiras dão respostas”.

Para o presidente da câmara, Gonçalo Rocha, este Festival da Lampreia e do Sável “é uma oportunidade para valorizar os produtos do concelho” com a gastronomia local, visto que “gastronomia continua a ser um dos pilares mais importantes para atrair pessoas”.

Francisco Teixeira está com o seu restaurante, O Pinhal, há três edições consecutivas no Festival da Lampreia e do Sável de Castelo de Paiva. Orgulhoso do peixe que trouxe para a servir aos visitantes, admite que este ano “há mais gente e que ajuda a impulsionar o negócio”. O que mais vende continua a ser a lampreia, embora “o sável também saia muito bem”. A cozinheira, Aurora Teixeira, diz que não é preciso saber muito para se fazer o arroz de lampreia, apenas “preparar com carinho” e compara-o, em termos de confeção, com o arroz de cabidela.

“Primeiro, é colocar a lampreia viva no tacho com água a ferver, depois é aproveitar o seu sangue para fazer o arroz”, explica. Diz que não é preciso grandes truques apenas sabedoria na sua preparação.

 

Maria de Lurdes é a proprietária e cozinheira do restaurante Casa do Zé e conta que há diversas formas de se confecionar o sável. No entanto, nesta edição, serve-se frito com molho de escabeche e acompanho pela açorda. Mas Maria de Lurdes salienta que o prato que mais gosta de fazer é a lampreia, um prato “que tem de ser preparado com muito amor”. O segredo é fazer uma dose cada vez. “Tenho cerca de 25 tachos aqui para que o arroz não fique mole, o cliente espera e nós preparamos com todo o carinho tempo necessário”. Ainda assim, diz que o adorou as edições anteriores em que, enquanto mexia nos tachos ouvia a chuva a cair no rio.

 

 

“A equipa fez tudo como se fosse a sua casa e isso está aos olhos de todos os que cá vêm”, acrescentou o presidente da câmara, realçando o facto de, no últimos anos, a aposta em festivais relacionados com a gastronomia ter vindo a crescer. “Mais do que uma festa será sempre uma forma de projetar para fora de portas o que de bom se faz no município”, disse. A estratégia é para continuar, garante, tendo em conta que o turismo é uma “dinâmica importante, gera movimento económico daquilo que são os ofícios, hotelaria, entre outros” setores que considera serem importantes para o concelho. O festival termina com mais um jantar neste domingo, dia 10 de março.

Deixar um comentário

O seu e-mail não será publicado. Campos obrigatórios marcados com um *

Cancelar resposta

Apoie o jornalismo de qualidade.
Faça uma doação para este projeto.