Baião: Paulo Pereira reúne com CDS-PP do Porto para lutarem pela Ponte da Ermida

Baião: Paulo Pereira reúne com CDS-PP do Porto para lutarem pela Ponte da Ermida

O presidente da câmara de Baião, Paulo Pereira, esteve reunido, no dia 25 de fevereiro, com os deputados do CDS – PP eleitos pelo Círculo do Porto, a fim de sensibilizarem os deputados para a questão da Ponte da Ermida. A intenção é que, em sede de discussão na Assembleia da República, possam defender a construção desta via.

Sobre a obra em questão, a autarquia de Baião tem desencadeado, sobretudo nas últimas semanas, várias diligências depois de perceberem que a obra, reclamada há mais de 30 anos, não consta até à data no Plano Nacional de Investimentos (PNI 2020/2030).

No encontro estiveram presentes Fernando Barbosa, presidente da distrital do Porto do CDS – PP, os deputados Álvaro Castelo Branco e Cecília Meireles, e Luís Teixeira, presidente da Concelhia de Baião do CDS. Estes últimos fizeram uma breve apresentação do tema e as problemáticas envolventes.

O autarca baionense deu conta aos deputados de que a empreitada chegou a ser lançada a concurso em 2009, ao fim de 27 projetos. Salientou que a mesma poderia colocar fim a uma espera que já se prolonga há 30 anos. “O lançamento da obra foi apresentado em Baião com pompa e circunstância por Paulo Campos, na altura Secretário de Estado das Obras Públicas; a empresa que ganhou o concurso chegou a procurar um local em Baião para instalar o estaleiro da obra e, mesmo assim, nada se concretizou”, começou por explicar Paulo Pereira.

“Não é possível que a ligação tenha sido esquecida de novo, pese embora todo o trabalho que tem sido feito e a importância da infraestrutura, reconhecida por todos como crucial e determinante para o desenvolvimento de toda a região”, referiu Paulo Pereira.

Depois de contextualizada a problemática da Ponde da Ermida, Paulo Pereira lembrou a importância da obra para Baião e para a região tendo em conta que permitiria “acessos a áreas de acolhimento empresarial e eventual instalação de empresas e dinamização económica e turística”. O aumento da segurança de circulação foi também mencionado como uma consequência do avanço da obra. Paulo Pereira deixou, ainda, a nota de que “a população está descrente e sente-se esquecida, com razão”.

Fernando Barbosa, presidente da distrital do Porto do CDS – PP, corroborou as palavras do autarca de Baião, lamentando o atraso inédito da obra. O presidente da Distrital do Porto do CDS-PP diz que “a ligação de Baião à Ponte da Ermida é, para o CDS Porto, a obra prioritária do Distrito do Porto em Baião”.

Tenho falado e pugnado por ela em quase todas as minhas intervenções. O povo de Baião e dos concelhos vizinhos merecem, de tão causticados que estão, ver isto chegar ao fim”, disse Fernando Barbosa.

Também Célia Meireles fez questão de usar da palavra de modo a mostrar o seu apoio. “Não se pode falar à boca cheia de desenvolvimento do interior, ou territórios de baixa densidade, como agora se diz, quando as reivindicações da população da região são esquecidas há mais de três décadas”, salientou. Garantiu ainda que vai continuar a apoiar a causa e procurar, junto do Governo, soluções para resolução da problemática, apoiada pelos seus colegas do partido presentes.

“O CDS vai sugerir “à Assembleia da República que notifique a Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa (CIM – TS) onde Baião se insere, para que vá ao plenário dizer de sua justiça, reforçando, naturalmente, aquilo que já todos sabem: a obra tem que ser concretizada o quanto antes”.

Recorde-se que Paulo Pereira e Garcez Trindade, presidente da Câmara de Resende, que têm sido dos autarcas mais inconformados e que têm impresso a esta luta dinâmicas mais fortes e visíveis, garantem que não vão desistir.

No dia 4 de março, os deputados do PCP do Porto visitaram Baião a fim de tratarem do mesmo assunto. O Bloco de Esquerda ainda não respondeu à solicitação. Foi igualmente solicitada uma audiência ao novo Ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos.

A variante em questão terá uma extensão de 13 quilómetros e custará 26 milhões de euros. Vai permitir requalificar uma parte da EN 108 e construir um troço de raiz.

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