Pilares da ponte Hintze Ribeiro desabaram há 18 anos. Data assinala-se com homenagens às 59 vítimas mortais

Pilares da ponte Hintze Ribeiro desabaram há 18 anos. Data assinala-se com homenagens às 59 vítimas mortais

Faz hoje 18 anos que a ponte que unia Castelo de Paiva ao concelho de Penafiel caiu. Mas não desabaram apenas os pilares que suportavam toda a estrutura da ponte Hintze Ribeiro. Desabaram também inúmeras vidas, nomeadamente das 59 vítimas mortais e as das suas famílias.

Este dia – 4 de março de 2001 – ainda não foi esquecido pela população de Castelo de Paiva. Ainda há quem não consiga falar deste dia, e a saudade dos que partiram continua presente. Em jeito de homenagem a todos estes falecidos na tragédia de Entre-os-Rios, pelas 18 horas desta segunda-feira, vai-se realizar uma missa na Igreja Paroquial de Santa Maria de Sardoura.

Segue-se a homenagem no monumento Anjo de Portugal, em Entre-os-Rios, onde serão atiradas 59 rosas para as águas onde desapareceram os corpos das vítimas desta tragédia, pelas 19 horas.

No dia 4 de março de 2001, um  grupo de 53 pessoas seguia num autocarro. Famílias, amigos, companheiros tinham ido neste dia ver as Amendoeiras em Flor, numa excursão. Era um autocarro de dois pisos, da empresa ASADOURO. Atrás vinham mais três viaturas ligeiras, com mais seis pessoas. Foram 59 pessoas que atravessaram a ponte no momento em que a mesma ruiu. As buscas pelos corpos iniciaram no dia seguinte mas, 36 deles, nunca chegaram a ser encontrados e outros apareceram, dias depois, nas praias da Galiza, a mais de 200 quilómetros do local da tragédia.

O rasto da destruição era evidente e, quem viveu o momento na primeira pessoa, afirma que são imagens que nunca se vão apagar da memória. Vários políticos rumaram até Castelo de Paiva nos dias seguintes e as promessas de uma nova ponte evidenciaram-se nos seus discursos. Um ano depois, a nova ponte que, atualmente, liga Castelo de Paiva a Entre-os-Rios foi inaugurada. Esta foi uma das promessas cumpridas mas, aquando do maior desastre rodoviário de Portugal, prometeu-se também ligações aos eixos principais rodoviários à A4 e à A31, que até hoje nunca foram concretizados.

Deixar um comentário

O seu e-mail não será publicado. Campos obrigatórios marcados com um *

Cancelar resposta

Apoie o jornalismo de qualidade.
Faça uma doação para este projeto.