Vereador da Educação da Câmara de Paredes foi acusado de plagiar texto da autarquia de Vila Real

Vereador da Educação da Câmara de Paredes foi acusado de plagiar texto da autarquia de Vila Real

O vereador da Educação da Câmara Municipal de Paredes, Paulo Silva, que também é docente, escreveu um artigo de opinião para a edição do Jornal “O Progresso de Paredes” no dia 1 de fevereiro, onde se propunha a criar um conselho municipal de desporto em Paredes. No entanto, esse texto evidencia plágio de uma proposta feita pelo Conselho Municipal de Desporto da Câmara Municipal de Vila Real, elaborada há 15 anos.

O CDS de Paredes acusa o vereador de plágio, ao qual Paulo Silva veio confirmar, embora admita tê-lo feito de forma não intencional. O vereador afirma ter pedido a um colaborador ajuda com a proposta e que não confirmou as informações provenientes daquele serviço encomendado “por falta de tempo”. O vereador colabora com este jornal há 20 anos, com uma publicação quinzenal de opinião onde, desta vez, foi acusado de plagiar um texto de uma autarquia longínqua.

“O vereador Paulo Silva não apenas se vitimizou como, num manifesto exercício de desresponsabilização política, atribuiu a responsabilidade a um incógnito ‘colaborador’, a quem terá solicitado ‘o favor de apresentar a proposta de um conselho municipal do desporto’”, explicou o CDS de Paredes.

“Não vou comentar os ataques daqueles cobardes, levados a cabo por perfis falsos (…) mas vou esclarecer o sucedido. Obviamente que o erro foi meu mas fui eu que publiquei o texto”, começou por dizer Paulo Silva, por meio do mesmo jornal que, no dia 1, publicou o texto plagiado.

Paulo Silva disse que “nos últimos tempos, o tempo não é tanto como desejava” para se dedicar ao projeto, tendo por isso recorrido a terceiros para fazer a proposta “de um conselho municipal do desporto”.

À acusação de Paulo Silva da utilização de perfis falsos para a proliferação de notícias falsas, o CDS de Paredes defende-se dizendo que “não se servem de perfis falsos, ao contrário de outros intervenientes na vida política do concelho”.

Para o CDS Paredes, “estas declarações envergonham todos os paredenses, desonra e desprestigia o concelho de Paredes, até porque não se compreende como é que se plagia ‘sem querer’ e é muito grave que o vereador da Educação da Câmara Municipal de Paredes, pois ninguém copia sem intenção”.

Porém, o vereador acusado afirma não ter conhecimento que aquele texto que usou “a introdução” de outro projeto apresentado há 15 anos pelo executivo de Vila Real, “era a versão definitiva ou apenas um levantamento de exemplo locais”. “Não me certifiquei e errei”, confessou. Agradeceu as mensagens de apoio que tem recebido e diz-se ser guiado pelo “fazer o bem” e que isso tem-no deixado “muito feliz”.

“Sendo um vereador, professor de profissão e que ocupa um cargo de responsabilidade com a tutela da educação, o que normalmente se diz sobre “exemplo que deve vir de cima” não se aplica em Paredes, e este não será o melhor dos exemplos, bem pelo contrário”, frisou o CDS Paredes.

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