Castelo de Paiva e Lousada integram campanha “Autarquias sem Glifosato”

Castelo de Paiva e Lousada integram campanha “Autarquias sem Glifosato”

Em outubro, numa iniciativa realizada pela Plataforma Transgénicos Fora, todas as pessoas que fizeram análises à presença de glifosato na urina revelaram estar contaminadas. Em 2015, a Organização Mundial de Saúde descreveu este pesticida como “carcinogéneo provável para o ser humano e carcinogéneo provado para animais de laboratório”.

Em Portugal, uma lei revista em 2017 proíbe a aplicação de glifosato em vários espaços públicos, apesar de não interditar por completo o seu uso. Segundo alega o Jornal de Notícias, este pesticida está disseminado por todo o país. Alexandra Azevedo, coordenadora da campanha “Autarquias sem Glifosato”, defende que esta lei “está longe de ser corretamente aplicada e de garantir a saúde pública”.

Das 308 câmaras municipais nacionais, somente 13 aderiram a esta campanha. Na região do Tâmega e Sousa, apenas Castelo de Paiva e Lousada integram a iniciativa. Margarida Silva, representante da Plataforma Transgénicos Fora, não crê que as autarquias estejam a “esgotar as outras possibilidades antes de usar glifosato”, seja por “hábito ou falta de preocupação”.

Margarida Silva alerta que a contaminação é “crónica” e que, de entre os 18 países que integram a União Europeia, “onde as amostras contaminadas são 50%”, “Portugal está acima da média”.

Deixar um comentário

O seu e-mail não será publicado. Campos obrigatórios marcados com um *

Cancelar resposta

Apoie o jornalismo de qualidade.
Faça uma doação para este projeto.