Turismo de Portugal premeia projeto turístico da região do Tâmega e Sousa

Turismo de Portugal premeia projeto turístico da região do Tâmega e Sousa

O projeto desenvolvido pela Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa (CIM do Tâmega e Sousa) e pelas câmaras municipais de Amarante, Baião, Cabeceiras de Basto e Mondim de Basto, com o nome “DNA – Digital Nomads Adventure”, foi um dos vencedores da primeira edição do programa ALA+T – Programa Nacional de Qualificação da Administração Local Autárquica para o Turismo, promovido pelo IPDT – Turismo e Consultoria e pelo Turismo Portugal.

A cerimónia de entrega dos prémios teve lugar esta quarta-feira, dia 20 de fevereiro, em Castelo Branco, e contou com a presença da secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, do presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo, e de representantes de cerca de uma centena de autarquias nacionais.

Segundo divulgou a CIM do Tâmega e Sousa, o projeto “DNA – Digital Nomads Adventure” tem o objetivo de criar uma oferta diferenciada de turismo a nível regional, tendo como foco a criação de condições para tornar o território como o primeiro espaço rural amigável para um segmento de mercado em rápido crescimento a nível mundial: os nómadas digitais.

“Os nómadas digitais são jovens trabalhadores independentes, altamente qualificados e interconectados com o mundo, através do smartphone e do computador, e que fazem do mundo a sua sala de trabalho”, foi explicado.

De acordo com o mesmo comunicado, estes jovens evidenciam um grande interesse por experiências que assentem na autenticidade, na integração cultural dos territórios e na interação com os residentes. “São, por isso, pessoas que conciliam a sua atividade profissional com a turística, movendo-se de região em região, de país em país, por períodos que vão de alguns dias a alguns meses”, defende a comunidade.

Como jovens digitalmente interconectados, as suas experiências, vivências e percursos são constantemente publicados nas redes sociais, promovendo o território junto da sua rede de contactos, maioritariamente composta por indivíduos com perfil idêntico.

Com este projeto, as entidades envolvidas pretendem estruturar um produto turístico direcionado, através da agregação da oferta de alojamento, de locais que possibilitem o coworking, de redes e eventos profissionais e de experiências turísticas autênticas, preparando, assim, o território para receber este tipo de turistas. “Um território capaz de oferecer experiências de vida nómada, de contacto com a natureza e com a cultura inerente aos territórios de baixa densidade, em locais com diferenciação de produtos endógenos e de tradições, mas um território igualmente moderno e aberto à inovação e ao mundo”, é referido no comunicado.

O “DNA – Digital Nomads Adventure” foi reconhecido pelo programa ALA+T pelo seu grau de inovação, cooperação territorial e contributo para a valorização dos destinos e das suas comunidades. Com este prémio, o grupo garante apoio financeiro do Turismo de Portugal para a concretização do projeto.

O Programa ALA+T, que decorreu entre setembro de 2018 e fevereiro de 2019, em regime b-learning e teve a duração de 65 horas presenciais, acrescidas de acompanhamento online, terminou ontem com a apresentação dos 19 projetos a concurso, que envolveram 160 participantes de todo o país.

banner-felgueiras-600x229

Deixar um comentário

O seu e-mail não será publicado. Campos obrigatórios marcados com um *

Cancelar resposta

Apoie o jornalismo de qualidade.
Faça uma doação para este projeto.