Publicidade

banner-festas-do-marco-2019-700x394
Banner-Expomontemuro-2019-700x315

Paredes: Quatro médicos julgados seis anos depois da morte de Sara Moreira

Paredes: Quatro médicos julgados seis anos depois da morte de Sara Moreira

Passaram-se seis anos desde que Sara Moreira desmaiou na casa térrea da avó, onde vivia com os pais, mas nem a reanimação a fez viver. Um tumor cerebral tirou-lhe a vida. Foi 11 vezes ao Hospital Padre Américo, em Penafiel, onde sempre associaram as queixas com gravidez ou estado de ansiedade, mas nunca lhe realizaram exames médicos, como a TAC, que permitiria saber do verdadeiro estado de saúde de Sara Moreira.

Foi assim há seis anos. Desde então, os pais da jovem continuam a chorar a sua morte. O irmão autista, de quem Sara Moreira cuidava, continua a achar que vê a sua irmã no quarto, onde a jovem de 19 anos faleceu após mais uma queda repentina.

Um juiz de instrução criminal de Marco de Canaveses decidiu, no ano passado, que apenas quatro dos cinco médicos que foram acusados de não cumprirem as regras de tratamento de doentes, seriam julgados.

Inconformado com a decisão deste juiz, o Ministério Público recorreu por considerar que todos os médicos que atenderam a vítima mais de uma dezena de vezes nas urgências do Hospital de Penafiel deveriam ser julgados na Justiça.

A Relação do Porto veio confirmar esta terça-feira, dia 19 de fevereiro, que os quatro médicos vão sentar-se novamente no banco dos réus para responderem pelos seus atos enquanto profissionais clínicos que atuaram neste caso.

Ainda assim, o Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa afirmou que os profissionais cumpriram todos os procedimentos. O certo é que nunca lhe foi diagnosticado o problema que, mais tarde, a autópsia veio revelar. Sara Moreira faleceu com as consequências diretas das lesões provocadas pela neoplasia que possuía.

A jovem de Recarei é recordada com meiga, preocupada e sempre sorridente. A mãe relata que costumava acordar às 6h30 da manhã e colocar o rádio alto. Era alegria logo pela manhã. Mas as dores de cabeça fortes, os desmaios repentinos, já eram os sinais de que alguma coisa estava mal na sua saúde.

A dar as boas-vindas a 2013, Sara desmaiou em casa. Perdeu a consciência mas isso já era uma situação “normal” tendo em conta a frequência destes episódios que assombravam a sua vida. Nas urgência do Centro de Saúde de Paredes uma média enviou a jovem de urgência indicando o que se tinha passado numa carta que seria entregue no Hospital Padre Américo, em Penafiel. Chegada a este local, foi-lhe atribuída a pulseira verde, que indicava que o caso não era muito grave. Depois de ser vista pelos médicos, foi-lhe diagnosticado estado de ansiedade. O cenário repetiu-se uma semana depois, mas desta vez Sara Moreira veio para casa acompanhada de antidepressivo e Valdispert para aliviar a tensão nervosa.

Em menos de 24 horas, no recinto escolar, a jovem repetiu o quadro clínico mas assinou um termo de responsabilidade e preferiu ir para casa, indicando à escola e ao INEM que a assistiu no local que, no Hospital Padre Américo, ninguém a levava a sério.

Na manhã seguinte a jovem acabou por falecer em casa. Foi encontrada caída no chão e nem as manobras de reanimação lhe salvaram a vida. Tinha um tumor com 1,679 quilos na cabeça.

2 comentários

Publicidade

Banner-Festival-Francesinha-Felgueiras-700x446

Deixar um comentário

O seu e-mail não será publicado. Campos obrigatórios marcados com um *

Cancelar resposta

2 Comentários

  • José
    21 Fevereiro, 2019, 8:40

    O tumor devia ser feito de chumbo para pesar 1,6Kg e caber dentro do crânio.

    REPLY
  • Bibi_seabra84 @hotmail.com
    22 Fevereiro, 2019, 14:10

    No è primeira vez pasa negligencia ese hospital. Mi mamá morreu parto negligencia médica camada de aminais

    REPLY