Dia dos Namorados: O amor que não escolhe sexo, idade nem grau de parentesco

Dia dos Namorados: O amor que não escolhe sexo, idade nem grau de parentesco

Príncipes e princesas, reis e rainhas, desde cedo que a sociedade começa a incutir em cada ser humano o sonho por um amor que salte do ecrã, dos filmes de cinema, das histórias encantadas, e passe a ser a história mais real das suas vidas.

Hoje as ruas estão decoradas a rigor, espalhando corações, rosas, e tons de vermelho por todo o lado. Há quem olhe para as montras e não resista em levar um mimo especial para o amor da sua vida. Mas este amor pode ser muito mais do que com quem namoramos ou casamos. O amor não escolhe cor, sexo, idade, ou relação parentesco.

“Há apenas diferentes formas de se amar”, explica José Maria, que com mais de 60 anos o amor da sua vida mudou. As moças deixaram de ser uma preocupação desde que a sua esposa faleceu e, desde então, foram duas meninas pequenas que ocuparam o seu coração. “Agora, as meninas dos meus olhos são as minhas netinhas”, disse com um sorriso rasgado de quem ama sem medida.

Falar de amor neste Dia dos Namorados parece bem mais surpreendente do que aquilo que se possa imaginar. Pelas ruas do Marco de Canaveses, poucas são as pessoas que afirmam que o amor das suas vidas é um só, principalmente quando há rebentos de um amor a dois: os filhos.

“Não tenho só um amor da minha vida. Claro que o meu marido é tudo para mim, o meu companheiro, amigo e namorado até hoje, tanto que passei a amar mais pessoas. Os meus filhos também são o amor da minha vida, é um sentimento demasiado grande para ser explicado”, confessa Isabel Freitas. Ainda assim, pretende festejar este dia 14 de fevereiro com todos aqueles que ama.

Mas festejar este dia está longe de ser recebendo presentes e bens materiais. O mais importante “é estar com quem gostamos”, os presentes é apenas um mimo que se não acontecer, “não tem importância”. Até porque “o presente não escolhe dia, sem contar torna-se muito mais saboroso”. Este é o pensamento Joana, que aos 27 anos continua a achar que o amor da sua vida é “os pais e o irmão” porque são “os únicos que sabemos que são para a vida toda”.

Maria da Conceição nunca encontrou um amor tão forte que a levasse a casar e ter filhos. A oportunidade ainda não chegou e, por isso, o homem da sua vida continua a ser o seu pai. Mas ver as ruas enfeitadas e “pintadas” com a cor da paixão dá-lhe alento para acreditar no amor. Por enquanto, ficará apenas pelo deslumbre do que vê. “O mais importante é amarmo-nos a nós mesmas, só assim teremos amor para dar aos outros” mesmo que não seja a um parceiro de vida.

Assim, o mais importante é amar e ser amado, sem guerras e sem lutas, com dignidade e respeito. Não importa “os presentes”, nem “a quem se ama”, apenas “saber viver o amor” e alcançar a felicidade. “Uma vida sem amor, não é a mesma coisa”, acrescenta José Manuel, que neste dia quis deixar uma mensagem de alerta para todos os que amam: “Temos que mimar os nossos, levar a jantar, dar ainda mais carinho, mas o importante é respeitar e mimar todos os dias do ano”.

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