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Bombeiros de Baião acolhem ‘Portugal Mountain Rescue Summit 2019’

Bombeiros de Baião acolhem ‘Portugal Mountain Rescue Summit 2019’

Entre os dias oito e dez de junho, várias equipas de salvamento nacionais estarão em Baião a fim de participarem no Portugal Montain Rescue Summit 2019. O Corpo de Bombeiros Voluntários de Baião será o anfitrião do evento, no qual se incluem um seminário e exercícios de salvamento realizados em diferentes pontos do concelho.

O programa ainda não está definido e a organização tem ainda muito trabalho pela frente. No entanto, o comandante José Costa desvenda um pouco do que se irá suceder no próximo verão. “É o primeiro evento que o quartel organiza sobre resgate, busca e salvamento. Ainda há muitas decisões a tomar, mas posso já adiantar que um dos locais em que se irá treinar será as Minas do Marão”.

Relativamente aos objetivos da iniciativa, para além de ficar a “conhecer os locais mais perigosos do concelho”, o que se pretende é “trabalhar entre todos de modo a poder dar a melhor resposta a diferentes situações”. “Vamos treinar em conjunto com outras equipas do país para que, quando acontecer alguma coisa grave, estejamos todos a remar para o mesmo lado e a trabalhar da mesma maneira. Espero que seja uma jornada de trabalho que dê frutos”, revelou.

Apesar de, naturalmente, ser difícil dissociar um do outro, José Costa considera que ter bombeiros bem formados é mais importante do que dispor de material de qualidade. “Primeiro, o pessoal tem de ter formação para saber o que vai fazer. Só depois, ter material para trabalhar bem e não fazer asneiras”.

Nesse âmbito, apela a uma distribuição mais eficaz de meios e formações. “Às vezes, gasta-se dinheiro em formações e material caros de forma desnecessária. Por exemplo, equipar e formar bombeiros de Lisboa para emergências na neve é mal empregue, porque dificilmente vão precisar de o fazer. Dá sempre jeito saber, mas há corporações mais necessitadas disso”, desabafou.

José Costa deu também conta das dificuldades do quartel de Baião em financiar o material necessário. “Temos de fazer um esforço, mas é muito caro… Só em equipamento, gastámos há pouco cerca de 13 mil euros. Uma simples roldana custa 200, 300 euros”. Ainda assim, admite que “já nada é como no início”. “Os primeiros fatos que os Bombeiros Voluntários de Baião tiveram foram custeados por cada um dos bombeiros!”

Por fim, o comandante recordou com pesar os incêndios que devastaram o país em 2017 – os quais “podiam ter sido evitados” – e sublinhou que a prevenção é, cada vez mais, crucial. “Temos de nos irmos adaptando ao que vai acontecendo no país e no mundo, ainda para mais com as alterações climáticas. É preciso prepararmo-nos para que o que aconteceu não volte a acontecer”.

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